Serviços

Confira nossos serviços abaixo.

Controle de Morcegos e Pássaros

Controle de Morcegos e Pássaros

Embora quando se trata de controle de pragas, fala-se mais em baratas, cupins e roedores, existem outras que também precisam ser controladas, como é o caso do morcego e pássaros (...continuar lendo)

Controle de Morcegos e Pássaros

Embora quando se trata de controle de pragas, fala-se mais em baratas, cupins e roedores, existem outras que também precisam ser controladas, como é o caso do morcego e pássaros. Essa preocupação aumenta quando é comum algumas destas espécies viverem em áreas urbanas, fato que ocorre na maioria das cidades brasileiras. No entanto, embora seja necessário um controle, o caso dos MORCEGOS por diversos motivos é muito delicado e para tanto merece tratamento diferenciado. Pela Lei Federal 9605/98 de 12/02/98, que dispõe sobre Leis de Crimes Ambientais não se deve matar morcegos, pois são animais silvestres da fauna brasileira. Além disso, um extermínio causaria o desequilíbrio do meio ambiente, já que eles têm um papel ecológico importante como predadores primários de um número grande de insetos voadores noturnos, inclusive de pragas que causam problemas à agricultura. Porém, eles também podem transmitir doenças, como raiva, histoplasmose e salmonelose, e embora não ocorra com freqüência, sempre existe o risco. O controle de morcegos é feito de modo mecânico, ou seja, sem o uso de inseticidas. Em nosso trabalho procuramos preservar a espécie, mas acima de tudo solucionar os problemas dos ambientes infestados. O controle de pombos e pardais também é feito de modo mecânico, através do uso de repelentes e outros artifícios usados para dificultar a permanência dos animais nos telhados, beirais, soleiras de janelas e outros.

Limpeza de reservatórios de água

Limpeza de reservatórios de água

Depois de todo o tratamento da companhia de abastecimento, a qualidade da água que chega em sua casa é garantida. (...continuar lendo)

Limpeza de reservatórios de água

MANTENHA A QUALIDADE DA ÁGUA!
Depois de todo o tratamento da companhia de abastecimento, a qualidade da água que chega em sua casa é garantida.
Mas, para que ela continue ideal, você também tem que fazer sua parte e manter os reservatórios de água limpos - eles devem ser limpos pelo menos a cada seis meses.
Se o seu reservatório estiver sujo, todo o tratamento estará perdido. Por isso é muito importante fazer periodicamente a manutenção e a higienização de caixas e reservatórios, para que a qualidade da água não seja comprometida.

Controle Integrado de Pragas

Controle Integrado de Pragas

Um conceito abrangente que prevê a eliminação das infestações existentes, mas que requer paralelamente a adoção de medidas preventivas da penetração, instalação e proliferação das pragas. (...continuar lendo)

Controle Integrado de Pragas

Um conceito abrangente que prevê a eliminação das infestações existentes, mas que requer paralelamente a adoção de medidas preventivas da penetração, instalação e proliferação das pragas. As medidas corretivas do meio ambiente, buscam eliminar os fatores que facilitam a vida das pragas.
O acompanhamento dos tratamentos contribui de maneira significativa no controle das infestações.

Limpeza de fossas sépticas

Limpeza de fossas sépticas

A correta instalação de fossas, filtros e caixas de gordura evita transtornos e contribui no combate à poluição do meio ambiente. (...continuar lendo)

Limpeza de fossas sépticas

A correta instalação de fossas, filtros e caixas de gordura evita transtornos e contribui no combate à poluição do meio ambiente. A limpeza regular e alguns cuidados devem ser tomados para manter esse tratamento em atividade.
A GASPRAGAS realiza a manutenção de todo o sistema de tratamento de resíduos de fossas sépticas, caixas de gordura e tubulações.

Desentupimentos em geral

Desentupimentos em geral

A GASPRAGAS realiza desentupimentos de tubulações de esgotos em geral: caixas de gordura, fossas sépticas, filtros e demais tubulações. (...continuar lendo)

Desentupimentos em geral

A GASPRAGAS realiza desentupimentos de tubulações de esgotos em geral: caixas de gordura, fossas sépticas, filtros e demais tubulações.
Nestes trabalhos são utilizados diversos equipamentos: hidro-jato, roter-rooter (sistema de molas), pressão de gás e sucção.

Descupinização

Descupinização

A descupinização é o serviço e o processo químico utilizado no controle de cupins em áreas infestadas... (...continuar lendo)

Descupinização

A descupinização é o serviço e o processo químico utilizado no controle de cupins em áreas infestadas e ou áreas onde a prevenção se faz necessária.
Inimigos silenciosos, os cupins são insetos sociais que vivem em colônias, podendo chegar a milhões de indivíduos que desempenham várias funções nas colônias (operários, soldados, reprodutores e reprodutores substitutos).
Alimentam-se basicamente de celulose e derivados, escavando galerias em estruturas de madeira, móveis e livros. Encontraram junto ao homem um ambiente repleto de alimentos e livres de inimigos naturais, infestando assim nossas moradias e causando prejuízos na ordem de milhões de reais ao ano.

Desratização

Desratização

Os roedores são considerados verdadeiras pragas, pois causam sérios prejuízos econômicos através da destruição... (...continuar lendo)

Desratização

Os roedores são considerados verdadeiras pragas, pois causam sérios prejuízos econômicos através da destruição dos alimentos (consumo e contaminação), de estruturas, embalagens, etc.
Transmitem várias doenças ao homem e animais domésticos, sendo que algumas podem levar a morte (leptospirose, peste, tifo murino, febre por mordedura de rato, triquinose, salmonelose, cólera, etc).
Por estes motivos, realiza-se primeiro o controle populacional para, então, fazer o manejo ambiental, ou seja, as medidas de anti-ratização.

Desinsetização

Desinsetização

Consiste nos serviços e processos químicos empregados no controle de insetos em áreas onde são inconvenientes oferecendo risco.. (...continuar lendo)

Desinsetização

Consiste nos serviços e processos químicos empregados no controle de insetos em áreas onde são inconvenientes oferecendo risco à saúde humana, pois podem ser vetores de doenças.
A desinsetização combate a mais ampla gama de insetos rasteiros e voadores que infestam os ambientes urbanos.
Exemplos: formigas, baratas, pulgas, traças, aranhas, moscas, mosquitos, ácaros, etc.

Pragas

Veja nosso atendimento.

Gaspragas

Conheça um pouco sobre nós.

Atuando desde 04 de Março de 2003 no mercado de Prestação de Serviços, a Gaspragas é uma empresa de sociedade limitada especializada nos serviços que presta. Os serviços executados são realizados por nossos técnicos, não terceirizando nenhum deles. Os mesmos participam constantemente de cursos de atualização do segmento de atuação.

NOSSA EMPRESA POSSUI AS SEGUINTES CERTIFICAÇÕES:
* Alvará Sanitário Municipal
* Registro no CRQ- Conselho Regional de Química
* Fatma- LAO Licença Ambiental de Operação
* Registro no Ibama
* Certificação para Trabalho em ambientes confinados conforme exigências da NR33-Portaria TEM SIT nº202 de 22 de Dezembro de 2006;

MISSÃO: “É oferecer serviços de Controle de Pragas Urbanas e Limpezas com qualidade superior e ambientalmente corretos, aplicando a eles procedimentos e tecnologias adequadas, visando a satisfação das necessidades de nossos clientes e a preservação do Meio Ambiente”.

VISÃO: “Ser reconhecida em todo o estado de Santa Catarina, como sendo uma prestadora de serviços que preza pela qualidade dos serviços executados”.<;

Clientes

Seja você também um cliente Gaspragas.

Abelhas

As abelhas são insetos que pertencem a Ordem Hymenoptera mesmo grupo das formigas e vespas. Elas são um dos insetos mais importantes para o homem pois seus produtos são de grande utilidade como o mel, o própolis, a geléia real e a cera.
As abelhas pertencem à superfamília Apoidea que inclui mais de 20.000 espécies, divididas em 10 famílias. Existe uma variedade de cores e formas com tamanhos que variam de 2 a 39 mm de comprimento.
No Brasil existem dezenas de abelhas nativas, todas elas muito importantes nos ecossistemas como polinizadoras de diversas plantas. Os nomes comuns variam de região para região e podemos citar alguns: Abelha-achopé, Abelha-africana, Abelha-europa, Abelha-brava, Abelha-cachorro, Jatai, Irapuá, Mombuca, Moçabranca, Mandaçaia, Uruçu, Jandira, Mirim, Mosquito, entre outros.
Algumas abelhas não possuem ferrão e pertencem à família Meliponidae. Muitas espécies são criadas para a retirada de produtos como a abelha Jataí. Algumas das abelhas que amedrontam pessoas são as mamangabas, grandes e peludas. As espécies brasileiras são, na maioria das vezes, de coloração negra com áreas amareladas no corpo.
Com o estabelecimento da Lei no 5197, de 03/01/67, Lei de Proteção à Fauna foi estabelecida a proibição da sua utilização, perseguição , destruição , caça , ou apanha, portanto fica proibido o extermínio de abelhas nativas, pois estão protegidas por lei. 
DECRETO No 3.179, DE 21 DE SETEMBRO DE 1999.
Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Ácaros da poeira

Muito tem se falado hoje em dia sobre pessoas alérgicas a poeira, mofo e ácaros. Mas, o que são ácaros?
São artrópodes, pertencentes à Classe Arachnida, mesmo grupo das aranhas, carrapatos e escorpiões. São seres de tamanho muito pequeno, invisíveis, na maioria das vezes, a olho nu. Estes microácaros são responsáveis por respostas alérgicas, tais como: rinites alérgicas, asma e eczemas, que podem variar de indivíduo para indivíduo, dependendo da sua sensibilidade.
Eles estão associados a ambientes quentes e úmidos, ideais para sua proliferação. Mas os ácaros não atacam somente o homem. Produtos armazenados também são atacados por estes seres, sendo a maioria das espécies as mesmas do pó domiciliar. Quando presentes nos alimentos eles podem deteriorar cereais e outros produtos naturais consumidos tanto pelo homem quanto por animais, causando-lhes doenças de pele e até diarreia.

Ácaros Fitófagos

Os ácaros compreendem um grande número espécies muitas das quais se alimentam de plantas. De tamanhos bem reduzidos e às vezes não visíveis a olho nú; estes artrópodos se alimentam de uma grande variedade de substratos e podem estar presentes nas folhas (na parte inferior ou superior), botões florais, ramos, flores e frutos. Apresentam na forma adulta quatro pares de pernas, diferenciando-se assim dos insetos (hexápoda= 3 pares de pernas). Devido ao seu hábito de alimentação, as folhas podem apresentar prateamento, clorose, presença de teia; tendo como consequência o desfolhamento e falta de florescimento da planta.

Aedes aegypti

Esta espécie é nativa da África e foi descrita originalmente no Egito. É uma das espécies responsáveis pela transmissão do dengue e febre amarela febre amarela (arboviroses). O Aedes aegypti tem a cor escura e manchas brancas pelo corpo.
Utiliza recipientes artificiais com água parada para depositar seus ovos que são fixados acima do nível da água. Estes resistem a longos períodos de dessecação, o que permite que seja transportado facilmente de um local para o outro. Os locais onde normalmente são encontradas suas larvas são: pneus, pratos de vasos, latas, garrafas, caixa d’água e cisternas mal fechadas, latas, vidros, vasos de cemitério, piscinas, lagos e aquários abandonados, entre outros.
As fêmeas picam preferencialmente ao amanhecer e próximo ao crepúsculo, mas podem picar em qualquer hora do dia. Elas podem picar qualquer animal, mas o homem é o mais atacado. Esta espécie abandona o hospedeiro ao menor movimento, passando, desta forma, por vários hospedeiros disseminando-se assim a doença.

Aedes albopictus

Esta espécie foi descrita na Índia tendo sido introduzida no nosso país através do comércio. Foi descoberta no Brasil em 1986 nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Atualmente encontra-se distribuída em vários outros Estados.
Diferentemente do A. aegypti, esta espécie não está tão relacionada com a atividade humana, distribuindo-se com facilidade no meio rural. A postura é realizada em criadouros naturais, tais como ocos de árvore cheios d’água, internódios de bambu, cascas de fruta, etc. Os ovos são depositados em poucas quantidades mas em diversos locais, o que facilita uma rápida dispersão.
Também possui hábito diurno, assim como o A. aegypti. A Albopictus é vetor do dengue na Ásia, mas no Brasil ainda não existem provas de que possa estar veiculando a doença, já que não foram descobertos adultos nem larvas desta espécie em zonas de epidemia da doença.

Aranha Armadeira (Phoneutria)

A aranha armadeira é uma espécie bastante agressiva. São aranhas que medem cerca de 3,5cm de comprimento com pernas que podem medir até 5 cm. Sua atividade é maior ao entardecer e à noite. Esta espécie não tece teia e é comumente encontrada em árvores, principalmente bananeiras e folhagens. É comum ser encontrada no interior de residências. A picada resulta em dor violenta no local que se irradia pela região atingida. A vítima apresenta tonturas, queda de pressão, vômito, sua muito e pode ter espasmos. Caso ocorra picada por esta espécie de aranha, a vítima deve procurar um hospital para aplicação de soro antiaracnídico e aplicação de anestésico ao redor da picada.

Aranha de Jardim ou Tarântula (Lycosa)

As tarântulas são pouco agressivas e têm hábitos diurnos. Existem cerca de 100 espécies no Brasil. São facilmente encontradas em gramados de jardins, no campo, próximo aos riachos e rios e até mesmo nas residências. Esta espécie de aranha não faz teia. A picada é dolorida, mas, normalmente, não evolui para casos mais graves. Em algumas pessoas pode ocorrer necrose local, porém não há necessidade de aplicação de soro antiaracnídeo. Na dúvida, colete a aranha e leve ao hospital ou posto de saúde.

Aranha Marrom (Loxosceles)

A aranha marrom é uma espécie pouco agressiva e que possui hábitos noturnos. Seu tamanho é pequeno, cerca de 1 cm de comprimento, passando muitas vezes despercebidas. No Brasil são encontradas dentro de residências de várias cidades. A aranha marrom constrói uma teia irregular e se esconde sob telhas, pilhas de tijolos, sob quadros, dentro de roupas deixadas penduradas atrás de portas e dentro de sapatos. O acidente ocorre quando a pessoa pressiona a aranha. No ato da picada quase não se sente dor, no entanto, após 12 a 24 horas o local atingido apresenta inchaço e dor, como se fosse dor de queimadura. A vítima então apresenta mal estar e náuseas. Pode ocorrer febre e o local da picada apresentar-se com necrose. Acidentes com crianças podem ser fatais. Nos casos graves a urina fica com cor de coca-cola.
Sintomas: na hora da picada, dor pequena e despercebida; após 12 a 24 Hs, dor local com inchaço, mal-estar geral, náuseas, e, às vezes, febre. Pode causar necrose local.
Caso grave: urina cor de coca-cola. Ocorrendo acidentes com a aranha marrom, colete a aranha e dirigi-se ao hospital ou posto de saúde pois é necessário receber soro antiaracnídeo. A vacina anti-tetânica também é recomendada.

Aranhas

Existem aproximadamente 35.000 espécies de aranhas no mundo. Elas são muito importantes no ecossistema pois são predadoras capazes de regular a população de outros artrópodes, principalmente insetos, que quando em grande número, podem se tornar pragas. Muitas espécies de aranhas são inofensivas ao homem porém, acidentes graves podem ocorrer com algumas espécies, tais como a aranha marrom (Loxosceles), a aranha de jardim ou tarântula (Lycosa), a viúva-negra (Latrodectus) e a aranha armadeira (Phoneutria). Na maioria das vezes as aranhas não são identificadas corretamente pela vítima da picada ou pelos médicos.

Aranhas Caranguejeira

As aranhas são o maior grupo dos aracnídeos, grupo que também compreende os ácaros, carrapatos e escorpiões. Elas vivem em quase todos os lugares: sobre o solo, sob pedras, dentro de frestas, equipamentos, no meio da grama e em ramos de árvores. As aranhas entram dentro de residências acidentalmente pois são levadas em caixas e objetos vindos da área externa. Dentro das residências elas se escondem dentro de caixas, roupas ou móveis. Nem todas as aranhas constróem teias e as que as fazem utilizam deste artifício para caçar insetos. As aranhas que não tecem teias, ou vivem em tocas que são tecidas com seda, ou não tecem qualquer tipo de abrigo. As aranhas apresentam quatro pares de pernas e o corpo dividido em duas partes, o prossoma, também chamado de cefalotórax e o opistossoma, também conhecido por abdômen. Na cabeça existe um par de quelíceras, membro que possui uma abertura por onde passa o veneno ou peçonha. Mas nem todas as aranhas conseguem rasgar a pele do homem para introduzir o veneno. O veneno é produzido para paralisar ou matar a presa. No abdômen das aranhas estão localizadas as fiandeiras, que são glândulas que segregam a seda de que se utilizam para tecer a teia. A maioria das espécies possui oito olhos simples, algumas podem ter menos e outras nove olhos. O número de olhos e sua disposição são características importantes para a identificação das diferentes famílias de aranhas. Podemos dividir as aranhas em dois grandes grupos de acordo com a posição das quelíceras e a direção que os ferrões se abrem e fecham: as da subordem Labidognatha, "aranhas verdadeiras", picam de fora para dentro, isto é, picam horizontalmente. Estas aranhas são as mais perigosas e ocasionam acidentes mais graves. As aranhas da subordem Ortognatha são as caranguejeiras e picam horizontalmente, isto é, de cima para baixo. Estas últimas não são consideradas aranhas perigosas.
Todas as aranhas são carnívoras e alimentam-se principalmente de insetos. As aranhas caranguejeiras (foto), cujas espécies podem atingir tamanhos muito grandes são bastante assustadoras. Elas são exímias caçadoras podendo, inclusive, se alimentar de pequenos roedores. Por apresentarem quelíceras muito grandes, sua picada é bastante dolorida, porém não há necessidade de aplicação de soro antiaracnídeo. Caso ocorra acidentes com este tipo de aranha a vítima deve procurar um posto de saúde ou hospital para medicação.
A fêmea deposita os ovos dentro de uma ooteca, que é um saco de seda onde ficam abrigados os ovos. A ooteca é depositada na teia, ou pode ser atada a folhas ou ramos de plantas ou ainda pode ser carregada pela fêmea até a eclosão dos filhotes. Os jovens são muito semelhantes aos adultos e quase sempre são canibais. Algumas espécies de aranhas podem se alimentar de pequenos vertebrados.

Barata alemã (Blatella germanica)

A Blatella germanica é denominada de barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de baratas de pequeno tamanho, altamente prolíficas. Como ninfa chegam a medir um milímetro. Os lugares preferidos para se abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, etc.
Diferentemente da P.amerciana, a B.germanica carrega a ooteca até que esteja madura, depositando-a em um lugar abrigado próximo de uma fonte de alimento. Áreas onde ocorrem a manipulação e armazenagem de alimentos estão sujeitas a infestação pela B. germanica. Assim, embalagens de produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga, uma vez que elas se alojam facilmente em pequenos espaços em caixas de papelão, sacos plásticos e outros materiais. É desta maneira que a barata alemã, assim como outras, pode se dispersar com facilidade para qualquer lugar do mundo, seja sua vizinhança, seja um outro país. Ocorre a concentração de baratas alemãs na cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponível.
Em nossas residências podemos facilmente criar "habitats" para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos entre a instalação elétrica / hidráulica e as paredes, espaço entre o fundo de armários embutidos e gabinetes em relação a parede. Também em armários e ambientes fechados pouco ventilados, com acúmulo de materiais como em maleiros de guarda-roupas, cabine de quadros de energia e relógio de água, porões, sótãos).
Podemos dividir as aranhas em dois grandes grupos de acordo com a posição das quelíceras e a direção que os ferrões se abrem e fecham: as da subordem Labidognatha, "aranhas verdadeiras", picam de fora para dentro, isto é, picam horizontalmente. Estas aranhas são as mais perigosas e ocasionam acidentes mais graves. As aranhas da subordem Ortognatha são as caranguejeiras e picam horizontalmente, isto é, de cima para baixo. Estas últimas não são consideradas aranhas perigosas.
Todas as aranhas são carnívoras e alimentam-se principalmente de insetos. As aranhas caranguejeiras (foto), cujas espécies podem atingir tamanhos muito grandes são bastante assustadoras. Elas são exímias caçadoras podendo, inclusive, se alimentar de pequenos roedores. Por apresentarem quelíceras muito grandes, sua picada é bastante dolorida, porém não há necessidade de aplicação de soro antiaracnídeo. Caso ocorra acidentes com este tipo de aranha a vítima deve procurar um posto de saúde ou hospital para medicação.
A fêmea deposita os ovos dentro de uma ooteca, que é um saco de seda onde ficam abrigados os ovos. A ooteca é depositada na teia, ou pode ser atada a folhas ou ramos de plantas ou ainda pode ser carregada pela fêmea até a eclosão dos filhotes. Os jovens são muito semelhantes aos adultos e quase sempre são canibais. Algumas espécies de aranhas podem se alimentar de pequenos vertebrados.

Barata-de-esgoto (Periplaneta americana)

A Periplaneta americana , também denominada de barata grande, barata voadora, barata-de-esgoto, é uma das espécies domésticas mais comuns no Brasil. As baratas americanas podem viver em grandes grupos sobre paredes nuas, desde que não haja perigo ou distúrbios constantes, como predadores naturais ou outros riscos (limpeza, etc.). No entanto, normalmente apresentam um comportamento mais tímido, vivendo em ambientes mais reclusos e maiores, uma vez que se tratam de insetos grandes, que não podem se esconder em qualquer lugar.
Normalmente, a barata americana deposita a ooteca em um lugar seguro (abrigo) próximo de uma fonte de alimento e numa inspeção, lugares como rodapés, rachaduras, cantos e frestas, ralos, caixas de gordura, etc, devem ser inspecionados para avaliar o grau de infestação desta praga. Os locais preferidos para os adultos se estabelecerem são os esgotos, as canaletas de cabos, as caixas de inspeção, as galerias de águas pluviais, as tubulações elétricas. Aparecem também em áreas pouco freqüentadas por pessoas como os arquivos e depósitos em geral, principalmente onde haja abundância de papelão corrugado, seu esconderijo preferido.

Baratas

As baratas são os insetos mais comuns ao convívio humano, no entanto, das cerca de 4.000 espécies existentes, a sua maioria é silvestre. Apenas menos de 1% busca o convívio com o homem, devido às condições propícias relacionadas à disponibilidade de alimento, abrigo e água. Estas espécies são chamadas de baratas domésticas. Assim, baratas domésticas são aquelas que vivem dentro de residências (domicílios ou outras estruturas construídas pelo homem), no peridomicílio (ao redor de estruturas) e seus anexos, tais como caixa de gordura, esgoto, bueiros e outros locais úmidos e escuros. A presença de baratas em nossos lares causa, sem dúvida, mais distúrbios para seus moradores (aflição, angústia, "stress") do que qualquer outro inseto próximo ao homem. Parte desse incômodo se deve ao fato das pessoas não gostarem de nenhum tipo de inseto. Além do mais, existe uma crença de que a presença de baratas demonstra que o local não possui higiene e conservação adequadas. No entanto, as baratas vivem em qualquer ambiente independente do grupo étnico ou classe social. Embora muitas residências estejam muito bem conservadas, isto não impede que as mesmas venham a sofrer uma infestação a qual será limitada pela falta de alimento e abrigo para estes insetos, taxados como os mais repugnantes dentre os que convivem com o homem. As baratas são cosmopolitas, encontrando-se nos mais diversos ambientes ao redor do mundo (menos nas calotas polares). A maior parte das espécies é de origem tropical ou subtropical, havendo referências de serem procedentes do continente africano. Os estudos de fósseis de baratas demonstram que estes animais mudaram muito pouco nos aproximadamente 300 a 400 milhões de anos que existem na face da terra. Por isso, a barata é considerada uma das espécies de maior capacidade de adaptação e resistência do reino animal, podendo adaptar-se às mais variadas condições do meio ambiente. Baratas são insetos de pequena importância médica, quando comparados a outros insetos transmissores de doenças, tais como a dengue, malária, etc. Não há evidência de que as baratas causem doenças ou zoonoses por transmissão direta (não são vetores). Popularmente, as baratas são consideradas veiculadoras de doenças causadas por disseminação mecânica de patógenos diversos tais como esporos de fungos, bactérias, vírus, etc., nas pernas e corpo, adquiridas quando percorrem esgotos e lixeiras ou outros lugares contaminados. Assim, por exemplo, é que certas bactérias podem causar gastroenterites e surtos diarréicos, quando do contato destes animais (sua saliva ou excrementos) com alimentos ou utensílios de uso humano, como copos, talheres, bandejas, panelas, etc. Além disso, podem conter patógenos dentro de seu corpo (como protozoários) que podem, eventualmente, causar doença. São assim, por exemplo, hospedeiros intermediários de vários helmintos que infestam mamíferos e aves. Galinhas, patos, marrecos e outras aves se alimentam de baratas, podendo infestar-se destes parasitos enquanto as devoram. Os excrementos e pele resultantes de suas mudas podem provocar reações alérgicas tais como o lacrimejamento, erupções cutâneas e coriza, em pessoas mais sensíveis. Os patógenos mais comuns associados às baratas incluem bacterias dos gêneros Salmonella (veneno alimentar), Staphylococcus, Streptococcus, Coliform, Bacillus e Clostridium, a bactéria Escherichia coli (diarréia) e Shigella dysenteriae (desinteria), protozoários causadores de toxoplasmose e antígeno de hepatite B.

Bicho-do-pé

O bicho-do-pé (Tunga penetrans) é uma pulga que se aloja dentro da pele do hospedeiro ocasionando a tungíase, isto é, uma infecção que é caracterizada por inchaços dolorosos localizados principalmente ao redor de onde o inseto penetrou, sob as unhas do pé nas partes mais moles ou entre os dedos do pé. No entanto, pode-se pegar o bicho-do-pé em qualquer local do corpo. Adquire-se o bicho-do-pé andando descalço em áreas infestadas, tais como currais, chiqueiros e praias.

Borrachudo

Os borrachudos ou pium são dípteros pertencentes à família Simuliidae. Em muitos lugares eles impressionam pela grande quantidade e pela picada, que pode causar alergia. São pequenos, semelhantes a pequenas moscas, ocorrendo no Brasil cerca de 40 a 50 espécies. As fêmeas depositam seus ovos, preferencialmente, em pequenos córregos, com bastante queda, e procuram lugares onde estes formam cachoeiras, nas quais encontram-se plantas herbáceas, folhas secas, raízes e galhos. Os ovos são depositados bem acima do nível da água, de modo que, na primeira enchente, fiquem submersos, permitindo a larva cair na água. Uma vez eclodidas, as larvas fixam-se às plantas por meio de uma ventosa. Estas fabricam fios de seda, o que permite que atinjam qualquer lugar, mesmo quando na presença de forte correnteza. O repasto (picada) parece acontecer somente depois da cópula, sendo somente a fêmea hematófaga. O momento da picada geralmente passa despercebido, pois a picada não é muito dolorosa, porém fica sempre marcada por um ponto vermelho característico, diferente da picada de pernilongos. Rapidamente, após a picada, segue-se uma forte irritação com coceira, dor e inchaço. A reação pode variar de indivíduo para indivíduo, dependendo do grau de alergia. O borrachudo transmite a oncocercose.

Broca de madeira

As brocas de madeira são besouros cujos ovos são depositados em peças e estrutura de madeira, bambu, cana da índia. Ao eclodirem as larvas, estas iniciam sua alimentação realizando galerias na peça de madeira infestada, e expelindo um pó fino oriundo desta atividade. Quando cessa o aparecimento do pó, a larva completou seu desenvolvimento e se prepara para empupar. Após algumas semanas ou meses (conforme a espécie), emerge o adulto e o ciclo da vida continua.

Camundongo, catita, ratinho caseiro (Mus musculus)

O adulto possui corpo delgado com 8 a 9 cm de comprimento podendo pesar de 10 a 21 gramas. Com pelagem delicada e sedosa, orelhas grandes e salientes em relação a cabeça afilada, olhos pretos e salientes de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas são escuras e sem membranas interdigitais. A cauda é fina e sem pêlos medindo 8 a 10 cm. São de hábito noturno e escondem-se com extrema facilidade em locais estreitos e de difícil acesso. Possuem um raio de ação de 03 a 09 m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 12 meses sendo sexualmente maduro entre 42-45 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 19 a 21 dias com 05 a 06 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 4 a 8 filhotes com uma média de sobrevivência de 30 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Os ninhos são geralmente terrestres e acima do solo, geralmente no interior de residências. Realizam seus ninhos em guarda-roupas, frestas de rodapés, prateleiras de livros e móveis em geral onde notamos a presença de pelos, restos de alimentos, fiapos de pano, papel e outros detritos. Escalam com facilidade abrigando-se em despensas, armários, espaços internos nas paredes e depósitos. Se alimentam de cereais, farelos, pão e queijos (3 g/dia) e possuem pouca exigência quanto ao consumo de água. As fezes são em forma de bastonete. As roeduras são delicadas, geralmente grãos parcialmente roídos e abandonados.

Carrapatos

Os carrapatos são parasitas externos (ectoparasitas) de animais domésticos, silvestres e do homem. Atualmente, são conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. São considerados como de grande importância pelo papel que desempenham como vetores de microrganismos patogênicos incluindo bactérias, protozoários, rickétsias, vírus, etc; e pelos danos diretos ou indiretos causados em decorrência do seu parasitismo. Os carrapatos estão classificados em duas famílias: Ixodidae e Argasidae. Os ixodideos, freqüentemente denominados "carrapatos duros", apresentam um escudo rígido, quitinoso, que cobre toda a face dorsal do macho adulto. Na larva, ninfa e fêmea adulta, estende-se apenas em uma pequena área, permitindo a dilatação do abdome após a alimentação. Todos os estágios fixam-se em seus hospedeiros por um tempo relativamente longo para alimentar-se. Neste grupo estão incluídos a maioria dos carrapatos de interesse médico-veterinário. Os argasídeos, também conhecidos como "carrapatos moles", recebem esta denominação porque não possuem escudo. Nesta família estão os carrapatos de aves e os "carrapatos de chão".

Carunchos

Muitos já ouviram a frase "o feijão está carunchado", na verdade os carunchos são besouros que atacam os produtos armazenados como feijão, arroz, trigo, milho, farinhas e farelos, chás e outros produtos desidratados. Infestam também produtos industrializados como massas (macarrão), rações de animais e biscoitos. A ação desses insetos nos produtos armazenados deprecia o produto qualitativamente e quantitativamente, causando perda de peso, depreciação do produto para consumo e perda do valor comercial. Esses insetos ao infestarem produtos armazenados encontram alimento fácil em quantidade e qualidade, abrigo, temperatura e umidade favoráveis. Possuem elevado potencial reprodutivo e alta capacidade adaptativa. Os carunchos são divididos em dois grupos:
a) Pragas primárias: o adulto rompe a película protetora do grão e deposita um ovo no interior do mesmo. A larva eclode e se alimenta no interior do grão e só o deixam quando atingem a fase adulta. Como exemplo temos o caruncho do milho e do feijão.
b) Pragas secundárias: se alimentam da parte externa do grão ou quando danificados pelas pragas primárias. Infestam farelos, farinhas e rações. A fêmea deposita seus ovos externamente ao substrato, as larvas eclodem desenvolvendo-se livremente ou internamente no grão.
São conhecidas cerca de 600 espécies de besouros (coleópteros) infestando produtos armazenados. As larvas em muitos casos são as responsáveis pelos danos ao produto, uma vez que em muitas espécies o adulto não se alimenta.

Centopéia (Lacraia)

As lacraias possuem o corpo segmentado com um par de pernas por segmento, e alimentam-se de pequenos artrópodes. As lacrais possuem veneno, o qual utilizam para paralisar a presa, geralmente pequenos insetos. Alguns gêneros de lacraias costumam ocasionar acidentes com maior freqüência no homem. São as lacrais dos gêneros Cryptops, Otostigmus e Scolopendra. O indivíduo acidentado sente dor localizada intensa e a evolução da picada depende da sensibilidade da vítima ao seu veneno. Em áreas urbanas, as lacraias são encontradas normalmente em jardins, sob matéria orgânica acumulada (folhas, cascas de árvore), sempre em locais úmidos. Ocasionalmente podem ser encontradas dentro da residência. Medidas Preventivas:
Algumas medidas preventivas devem ser tomadas como a utilização de luvas de raspas de couro ao trabalhar no jardim, colocar telas nos ralos de pias, chão e tanques, manter o terreno sempre limpo e roçado, fechar frestas em muros e paredes, examinar roupas e toalhas antes de manuseá-las para evitar acidentes com lacraias.

Cupins Arbóreos e de Cupins de Montículo

Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil. De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes" e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da madeira", seu significado em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem. O texto que apresentamos aqui procura ajudá-lo na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque. Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Dependendo da localização e do formato do ninho, podemos citar, por exemplo, os cupins de montículo, responsáveis por prejuízos na lavoura.

Cupins de Madeira Seca

Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.
De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes" e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da madeira", seu significado em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.
O texto que apresentamos aqui procura ajudá-lo na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque. Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Como o próprio nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na madeira seca, ou seja, a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.

Cupins Subterrâneos

Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil. De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes" e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da madeira", seu significado em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.
O texto que apresentamos aqui procura ajudá-lo na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque. Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Como o próprio nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na madeira seca, ou seja, a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.

Escorpião

Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.
De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes" e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da madeira", seu significado em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem. O texto que apresentamos aqui procura ajudá-lo na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque. Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. O cupim subterrâneo, por sua vez, faz o ninho no solo, geralmente próximo a uma fonte de umidade ou alimento. Desta maneira, o cupim subterrâneo, sai do ninho em busca de alimento para sobreviverem.

Formiga Acrobática

Atualmente são conhecidas cerca de 1.400 espécies de escorpiões distribuídas pelo mundo com exceção da Antártida. Estes aracnídeos não são exclusivos das regiões de clima tropical e subtropical podendo ser encontrados nos Alpes suiços, planícies canadenses, floresta amazônica, Europa, Ásia, Oceania e demais regiões. No Brasil as espécies mais importantes em Saúde Pública pertencem ao gênero Tityus, destacando-se as espécies Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus bahiensis (escorpião preto). Encontramos também outras espécies com distribuição geográfica descrita no quadro abaixo.
Tityus serrulatus MG, ES, BA, RJ, SP, PR, GO, MS
Tityus bahiensis MG, SP, PR, SC
Tityus stigmurus Nordeste
Tityus metuendus Norte
Tityus costatus MT, MS, MG, RJ, SP, PR, SC, RS
O homem é o grande responsável pela dispersão de muitas espécies destes aracnídeos através do transporte de cargas em caminhões e ferrovias, distribuindo-os em diversas regiões do território nacional. Nas áreas urbanas podemos encontrar estes escorpiões em locais com infestação de baratas, em terrenos baldios, onde haja acúmulo de entulhos e materiais de construção em jardins sem a devida conservação. Ocasionalmente encontramos escorpiões em residências que não apresentam estas condições, podendo a infestação ser oriunda de terrenos baldios e casas abandonadas na vizinhança.
Na verdade a presença destes aracnídeos se deve, muitas vezes, as condições favoráveis fornecida pelo próprio homem tendo como consequência a ocorrência de acidentes com crianças e adultos. A picada do escorpião amarelo em crianças pode ocasionar um estado clínico grave levando até a morte, entretanto a picada do escorpião preto apesar de dolorosa dificilmente ocasiona a morte da vítima.

Formiga Argentina

NOME CIENTÍFICO: Linepithema humile.
IDENTIFICAÇÃO
Esta espécie é monomórfica com operárias medindo aproximadamente 2,5mm de comprimento. Apresenta somente um nó na cintura e coloração marrom escura. Assemelha-se um pouco à formiga louca, porém não tem o primeiro segmento da antena tão longo, nem círculo d.e pêlos na abertura anal.
ASPECTOS BIOLÓGICOS
Esta espécie tem maior ocorrência nos Estados da região sul do Brasil. Nos países de clima temperado são muito comuns dentro das residências e hospitais. A colônia pode conter milhares de operárias e o ninho pode ocupar vários locais. Este tipo de ninho é denominado polidômico.
As colônias são poligínicas. Alimentam-se de vários tipos de alimentos dando preferência aos adocicados.
ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS
As colônias podem ser encontradas no solo, em floreiras ou dentro de residências, sob frestas de paredes. Preferem nidificar em ambientes úmidos, como sob pias e box de chuveiros.

Formiga Cabeçuda

As espécies variam muito em tamanho, mas as operárias de uma mesma espécie são monomórficas. A cintura possui dois nós. A coloração varia de acordo com a espécie, mas normalmente são escuras. De perfil, a cintura ata-se à porção superior do gáster que tem forma de coração. O mesossoma possui um par de espinhos. A antena possui 12 segmentos.
ASPECTOS BIOLÓGICOS
O nome da formiga acrobática se refere ao hábito destas formigas elevarem o gáster sobre o mesossoma quando a operária ou a colônia são perturbadas. As colônias não são muito grandes e geralmente contém uma única rainha. Não se conhece muito sobre sua biologia. As operárias podem picar dolorosamente. Alimentam-se de todo tipo de comida, tanto doces quanto ricos em proteína. Novas colônias são formadas por vôo nupcial.
ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS
Pode ser encontrada tanto dentro quanto fora das construções. Nidificam dentro de batentes de portas e guarnições de janelas quando dentro das edificações. No campo são encontradas sob cascas de árvores e troncos caídos.

Formiga Carpinteira ou Sará-Sará

NOME CIENTÍFICO: Linepithema humile. IDENTIFICAÇÃO Esta espécie é monomórfica com operárias medindo aproximadamente 2,5mm de comprimento. Apresenta somente um nó na cintura e coloração marrom escura. Assemelha-se um pouco à formiga louca, porém não tem o primeiro segmento da antena tão longo, nem círculo d.e pêlos na abertura anal.
ASPECTOS BIOLÓGICOS Esta espécie tem maior ocorrência nos Estados da região sul do Brasil. Nos países de clima temperado são muito comuns dentro das residências e hospitais. A colônia pode conter milhares de operárias e o ninho pode ocupar vários locais. Este tipo de ninho é denominado polidômico. As colônias são poligínicas. Alimentam-se de vários tipos de alimentos dando preferência aos adocicados.
ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS As colônias podem ser encontradas no solo, em floreiras ou dentro de residências, sob frestas de paredes. Preferem nidificar em ambientes úmidos, como sob pias e box de chuveiros.

Formiga do Faraó

Nome Científico: Pheidole spp.
IDENTIFICAÇÃO As operárias da formiga cabeçuda possuem dois tamanhos: operárias maiores (soldados) e operárias menores. O tamanho varia de 1,5 a 3,5 mm e a coloração varia do marrom amarelado ao preto A cintura possui dois nós e as antenas têm 12 segmentos com os três últimos maiores que os anteriores.
ASPECTOS BIOLÓGICOS O nome da formiga cabeçuda se refere ao tamanho desproporcional da cabeça dos soldados. É uma espécie que apenas ocasionalmente invade as estruturas humanas. Quando o fazem permanecem em contato com paredes que levam à area externa, sob batentes de portas e guarnições de janelas. Alimentam-se de uma variedade de comidas e dão preferência a proteínas. Podem alimentar-se de substâncias açucaradas. A espécie P. megacephala é exótica e quando ocorre o faz em aglomerados, isto é, o mesmo quarteirão ou bloco residencial pode estar infestado somente por esta espécie.
ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS
Os ninhos são geralmente encontrados nas áreas externas ou nas paredes em contato com o exterior. Ocasionalmente podem entrar dentro das edificações em busca de alimento.

Formiga Fantasma

Nome Científico: Nome Científico: Tapinoma melanocephalum IDENTIFICAÇÃO Possui 1,3 – 1,5mm de comprimento. Um nó na cintura. As operárias são do mesmo tamanho. Possuem antenas com 12 segmentos. As pernas, cabeça e mesossoma são escuros e as pernas e gáster são amarelos. ASPECTOS BIOLÓGICOS É poligínica e reproduz-se basicamente por fragmentação, quando uma ou mais rainhas reprodutivas migram da colônia original juntamente com as crias e operárias para novos locais. As colônias são de tamanho médio a grande e podem estar subdivididas. Gosta de alimentos adocicados quando encontradas dentro de residências. Quando encontradas fora de casa alimentam-se de insetos e da substância açucarada produzida por insetos sugadores. ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS São freqüentemente encontradas nas cozinhas e banheiros. Os armários com alimento são o primeiro lugar onde procurar esta espécie de formiga. Alimentos fechados podem conter as formigas. A formiga fantasma necessita de muita umidade para sobreviver, assim são muito observadas sob ou sobre pias de cozinhas e banheiros, tanques de lavar roupa, etc. Vasos de flores podem abrigar ninhos da formiga fantasma, assim como debaixo de pedras, pilhas de objetos e em contato com o solo úmido. É muito comum nos hospitais brasileiros, podendo carregar vários tipos de bactérias.

Formiga Lava-pés

Nome Científico: Solenopsis spp. IDENTIFICAÇÃO São polimórficas, .possuem dois nós na cintura e as operárias variam de 3mm a 7mm. As antenas possuem 10 segmentos sendo os dois últimos maiores que os anteriores. A coloração varia do marrom avermelhado ao preto. Picam dolorosamente. ASPECTOS BIOLÓGICOS Monogínica e reproduz-se basicamente por vôo nupcial. Gosta de todo tipo de alimento e prefere fazer seus ninhos em locais abertos e com muita incidência de sol. ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS São comumente encontradas em calçadas, gramados e canteiros. Seu ninho consta de um murundu de terra solta que quando mexido observa-se um grande número de operárias e larvas.

Formiga Louca

Nome Científico: Paratrechina longicornis IDENTIFICAÇÃO Possui cerca de 3,5 mm de comprimento. As pernas são de tamanho desproporcional ao tamanho do corpo. As antenas possuem 12 segmentos e o primeiro segmento é duas vezes maior que a cabeça. Um círculo de pêlos em volta da abertura anal pode ser observado. A coloração varia de marrom escura a preta. São monomórficas. ASPECTOS BIOLÓGICOS O nome formiga louca se refere ao hábito de andar aparentemente sem senso de direção. É originária das regiões tropicais da África e foi acidentalmente introduzida em outros países pelo comércio. Sua biologia ainda não foi bem estudada apesar de sua importância. As colônias são poligínicas e podem ser subdivididas, mas conectadas umas as outras por trilhas de forragemento. A reprodução pode se dar por fragmentação ou vôo nupcial. Alimentam-se tanto de substâncias adocicadas quanto de insetos. ONDE ENCONTRAR SEUS NINHOS Pode ser encontrada tanto dentro quanto fora das construções. Ocupa tanto os locais secos quanto os úmidos. As colônias são encontradas sob calçadas, dentro de caixas de registro de água localizadas no chão, em jardins e sob pedras. Qualquer fresta pode servir de abrigo para o ninho. Mesmo quando o ninho localiza-se fora de casa as formigas podem entrar por janelas, frestas e portas a procura de alimento. São muito comuns em hospitais.

Formiga Quenquém

Nome Científico: Acromyrmex spp. As quenquéns, gênero Acromyrmex, são formigas cortadeiras, ou seja, cortam material vegetal (folhas e flores). As operárias da quenquém cortam os vegetais levando os pedaços para dentro do formigueiro, onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias, então, picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam. No Brasil são encontradas as seguintes espécies de quenquéns: Acromyrmex ambiguus (quenquém-preto-brilhante), Acromyrmex aspersus (quenquém-rajada), Acromyrmex coronatus (quenquém-de-árvore), Acromyrmex crassispinus (quenquém-de-cisco), Acromyrmex diasi, Acromyrmex disciger (quenquém-mirim e formiga-carregadeira), Acromyrmex heyeri (Formiga-de-monte-vermelha), Acromyrmex hispidus fallax (Formiga-mineira), Acromyrmex hispidus formosus, Acromyrmex hystrix (quenquém-de-cisco-da-Amazônia), Acromyrmex landolti balzani (Boca-de-cisco, formiga rapa-rapa, formiga-rapa e formiga meia-lua), Acromyrmex landolti fracticornis, Acromyrmex landolti landolti, Acromyrmex laticeps laticeps (Formiga-mineira e formiga-mineira-vermelha), Acromyrmex laticeps migrosetosus (quenquém-campeira), Acromyrmex lobicornis (quenquém-de-monte-preta), Acromyrmex lundi carli, Acromyrmex lundi lundi (Formiga-mineira-preta, quenquém-mineira e quenquém mineira-preta), Acromyrmex lundi pubescens, Acromyrmex muticinodus (Formiga-mineira), Acromyrmex niger, Acromyrmex nobilis, Acromyrmex octospinosus (Carieira e quenquém-mineira-da-Amazônia), Acromyrmex rugosus rochai (Formiga-quiçaçá), Acromyrmex rugosus rugosus (Saúva, formiga-lavradeira e formiga-mulatinha), Acromyrmex striatus (Formiga-de-rodeio e formiga-de-eira), Acromyrmex subterraneus bruneus (quenquém-de-cisco-graúda), Acromyrmex subterraneus molestans (quenquém-caiapó-capixaba), Acromyrmex subterraneus subterraneus (Caiapó). Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As quenquéns possuem quatro pares de espinhos e as saúvas três. As operárias da quenquém são polimórficas e seu tamanho varia de 2,0 a 10,5 mm. Operárias de coloração diferente podem ser observadas dentro do mesmo ninho. As rainhas e machos das quenquéns não têm nomes comuns como as da saúva e ambos são responsáveis pela reprodução da colônia. A biologia das quenquéns é pouco conhecida. Os ninhos das quenquéns não são facilmente visualizados como os das saúvas. Podem ser cobertos por palha, terra e fragmentos de vegetais. Algumas espécies fazem montes de terra solta que são bem menores que os das saúvas.

Formiga Saúva

Nome Científico: Atta spp. A saúva, gênero Atta, é uma formiga cortadeira, ou seja, corta material vegetal (folhas e flores). As operárias da saúva alimentam-se basicamente da seiva que as plantas liberam enquanto estão sendo cortadas. Pedaços de material vegetal são levados até o formigueiro onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias então picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam. As formigas cortadeiras são encontradas nas Américas com exceção do Chile. No Brasil ocorrem as seguintes espécies: Atta capiguara (saúva parda), Atta sexdens (saúva limão), Atta bisphaerica saúva mata-pasto, Atta laevigata (saúva cabeça de vidro), Atta robusta (saúva preta), Atta silvai e Atta vollenweideri. Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As saúvas apresentam três pares de espinhos e as quenquéns quatro pares. As operárias da saúva são polimórficas e são divididas em jardineiras, cortadeiras e soldados. Todas são fêmeas estéreis. As jardineiras são as menores e têm como função triturar pedaços de vegetal e colocá-los à disposição do fungo. As cortadeiras são as de tamanho médio. Elas cortam e carregam os vegetais para dentro do formigueiro. Os soldados são os maiores com a cabeça bastante grande. Cortam as folhas auxiliando as cortadeiras, porém têm como função principal proteger a colônia de inimigos naturais. A rainha das saúvas é chamada de içá ou tanajura. Ela é muito maior que as operárias e facilmente distinguida do resto da colônia. Apenas uma saúva ocorre por formigueiro e quando esta morre em poucos meses o formigueiro se extingue. Os machos são menores que as rainhas e são chamados de bitus. Sua cabeça e mandíbulas são distintamente menores do que as da rainha, sendo assim facilmente identificados. A fundação de novas colônias se faz pelo vôo nupcial que ocorre nos meses de outubro a dezembro. Os ninhos das saúvas são, na maioria das vezes, de fácil visualização. Encontram-se sempre no solo e são formados por montes de terra solta. Sobre estes montes e fora deles podem ser observados vários orifícios, denominados olheiros, por onde as formigas têm acesso ao interior do ninho. Dentro do formigueiro as formigas escavam várias câmaras que são interligadas por galerias. Nestas câmaras podem ser encontrados câmaras com fungo e com lixo e formigas mortas. A câmara onde fica a rainha é denominada câmara real. Veja também sobre controle de formigas saúvas.

Formigas

Conheça um pouco mais destes insetos. O Pragas On-line sempre traz uma informação nova sobre formigas, seu controle e sua importância no meio ambiente.

Formigas Cortadeiras

As formigas cortadeiras são assim chamadas por cortarem folhas e outras partes de diferentes vegetais a fim de garantirem a sua sobrevivência. O material cortado é introduzido em um ninho e fornecerá um substrato para o desenvolvimento de um fungo que servirá de alimento para a formiga. Desta maneira, as formigas cortadeiras são responsáveis por prejuízos de grande monta na agricultura brasileira.

Formigas Domésticas

As construções possuem muitos locais favoráveis para que as formigas façam seus ninhos. Os locais preferidos são atrás de paredes, armários, tomadas elétricas, conduítes de eletricidade, dentro de batentes e portas de janelas, frestas nas calçadas, roda-pés e até mesmo dentro de aparelhos eletrônicos. A maioria destes locais é escondida tornando difícil sua localização. Muitas espécies que ocorrem dentro de ambientes domiciliares são exóticas, isto é, são de outros países. Elas chegaram ao nosso país através do comércio, meio pelo qual a maioria das pragas são disseminadas. Da mesma forma que "importamos" formigas, o Brasil foi responsável por "exportar" formigas lava-pés para os Estados Unidos. Atualmente eles gastam milhões de dólares por ano na tentativa de controlar este inseto. A maioria das formigas que ocorre no ambiente doméstico é poligínica, isto é, possui mais de uma rainha inseminada dentro do ninho. Elas reproduzem-se tanto por vôo nupcial quanto por fragmentação. Algumas utilizam somente o último método de fundação de novas colônias, não ocorrendo mais o vôo nupcial. Elas são muito agressivas com outras espécies o que faz com que, muitas vezes, ocorra a presença de uma única espécie dentro de um edifício de vários andares, pois impedem a entrada de outras espécies de formigas. Apesar de serem agressivas com outras espécies elas apresentam pouca agressividade quando ninhos da mesma espécie ocorrem em uma mesma área. Uma característica destas formigas, além das acima citadas, é a facilidade com que mudam o ninho de lugar. Isto faz com que ocupem rapidamente novos lugares dificultando seu controle. Problemas relacionados com a presença das formigas domésticas Em primeiro lugar as formigas domésticas causam incômodo, pois atacam alimentos deixados sobre mesas, pias e dentro de armários. Algumas podem picar e a picada pode ser dolorida e dependendo da sensibilidade da pessoa, causar alergias. Em segundo lugar elas podem danificar aparelhos eletrônicos, pois fazem seus ninhos dentro deles podendo ocasionar curto-circuitos. O problema aumenta quando as formigas ocorrem dentro dos hospitais. Por serem muito pequenas, elas têm acesso a locais proibidos como UTIs, centros cirúrgicos e berçários. Passeiam sobre materiais esterilizados podendo contaminá-los, pois elas carregam bactérias em seus corpos. Freqüentam enfermarias e quartos de pacientes andando sobre ferimentos e veiculando microrganismos. Desta forma são importantes na infecção hospitalar.

Gorgulho (caruncho)

Muitos já ouviram a frase "o feijão está carunchado", na verdade os carunchos são besouros que atacam os produtos armazenados como feijão, arroz, trigo, milho, farinhas e farelos, chás e outros produtos desidratados. Infestam também produtos industrializados como massas (macarrão), rações de animais e biscoitos. A ação desses insetos nos produtos armazenados deprecia o produto qualitativamente e quantitativamente, causando perda de peso, depreciação do produto para consumo e perda do valor comercial. Esses insetos ao infestarem produtos armazenados encontram alimento fácil em quantidade e qualidade, abrigo, temperatura e umidade favoráveis. Possuem elevado potencial reprodutivo e alta capacidade adaptativa. Os carunchos são divididos em dois grupos: a) Pragas primárias: o adulto rompe a película protetora do grão e deposita um ovo no interior do mesmo. A larva eclode e se alimenta no interior do grão e só o deixam quando atingem a fase adulta. Como exemplo temos o caruncho do milho e do feijão. b) Pragas secundárias: se alimentam da parte externa do grão ou quando danificados pelas pragas primárias. Infestam farelos, farinhas e rações. A fêmea deposita seus ovos externamente ao substrato, as larvas eclodem desenvolvendo-se livremente ou internamente no grão. São conhecidas cerca de 600 espécies de besouros (coleópteros) infestando produtos armazenados. As larvas em muitos casos são as responsáveis pelos danos ao produto, uma vez que em muitas espécies o adulto não se alimenta.

Grilos

Os grilos pertencem à ordem Orthoptera, família Grillidae. Algumas vezes os grilos podem causar danos a tecidos, principalmente os de seda e lã. Ocasionalmente um grande número de grilos pode entrar nas residências atraídos pela luz acesa durante a noite. Seu canto tem bastante sonoridade mas para algumas pessoas chega a ser perturbador. Os grilos diferem dos gafanhotos por apresentarem as antenas longas. Os grilos jovens são bastante semelhante aos adultos e podem ser reconhecidos por não apresentarem asas. Tanto os adultos quanto os jovens possuem hábito alimentar semelhante. Ambos alimentam-se de diversas espécies de plantas.

Lacraia

As lacraias possuem o corpo segmentado com um par de pernas por segmento, e alimentam-se de pequenos artrópodes. As lacrais possuem veneno, o qual utilizam para paralisar a presa, geralmente pequenos insetos. Alguns gêneros de lacraias costumam ocasionar acidentes com maior freqüência no homem. São as lacrais dos gêneros Cryptops, Otostigmus e Scolopendra. O indivíduo acidentado sente dor localizada intensa e a evolução da picada depende da sensibilidade da vítima ao seu veneno. Em áreas urbanas, as lacraias são encontradas normalmente em jardins, sob matéria orgânica acumulada (folhas, cascas de árvore), sempre em locais úmidos. Ocasionalmente podem ser encontradas dentro da residência. Medidas Preventivas: Algumas medidas preventivas devem ser tomadas como a utilização de luvas de raspas de couro ao trabalhar no jardim, colocar telas nos ralos de pias, chão e tanques, manter o terreno sempre limpo e roçado, fechar frestas em muros e paredes, examinar roupas e toalhas antes de manuseá-las para evitar acidentes com lacraias.

Lagarta

Lagarta é o nome comum para a fase jovem de mariposas e borboletas (Lepidoptera). Alimenta-se de folhas e causam danos em diversas plantações. Algumas lagartas broqueiam madeira, isto é, fazem galerias dentro do tronco e ramos. Outras são urticantes e algumas alimentam-se de grãos armazenados.

Lagarta da Palmeira

Palmeiras Despidas As palmeiras são plantas altivas e cuja copa de avista de longe, se destacando entre as vizinhas árvores. Porém este destaque desaparece quando as folhas da copa da palmeira é totalmente comida por lagartas. Alimentam-se de palmeiras do gênero Euterpe, Attalea, Livistona, Phoenix, Orbignya, Bactris, Desmoncus, Achontophoeix, Copernicia e Roystonea. A lagarta da palmeira encontra-se distribuída nos países tropicais da América do Sul e no Brasil encontramos desde o Estado do Piauí até São Paulo. Estes insetos são conhecidos como a lagarta da palmeira (Brassolis sophorae). As borboletas medem de 6 a 10cm de envergadura e tem as suas asas marrons, atravessada por uma faixa alaranjada. As borboletas fêmeas depositam seus ovos agrupadamente sob a folha da palmeira, em quantidade às vezes superior a 100 ovos. As lagartas são de hábito noturno e gregárias, medindo de 6-8 cm de comprimento. Durante o dia se abrigam em grupo, numa espécie de ninho formado pelas próprias folhas da palmeira. Quando o ninho se torna pequeno elas constróem um outro. A noite abandonam este ninho e saem para se alimentar das folhas, restando apenas as nervuras da folha. O ataque em plantas novas pode reduzir o seu crescimento e em plantas adultas pode prejudicar a frutificação por 2 anos. Notamos a atividade desta lagartas pela presença de fezes escuras em grande quantidade sob a copa da planta e pelos danos causados as folhas. Ao completarem seu desenvolvimento as lagartas muitas vezes abandonam a palmeira e procuram um local protegido e sem atividade para puparem; em áreas urbanas notamos uma preferência por beirais de telhados, janelas, sob floreiras suspensas, entradas de residências com recuo, garagens entre outros. As crisálidas são de coloração verde clara e/ou marrom, medindo de 20-30 mm de comprimento por 10 mm de largura. Em praças com grande quantidade de palmeiras, quando ocorre um surto destas lagartas (alguns milhares), ao completarem o desenvolvimento elas abandonam em fila indiana as plantas em busca de um local para puparem, atravessando a rua em direção as casas e prédios ao redor da praça. O controle pode ser realizado localizando-se o ninho destas lagartas e removendo o mesmo. Utiliza-se muito vara de bambú com um gancho amarrado a ponta, para cortar a folha com o ninho.

Lagarta de Fogo (Taturanas)

As lagartas taturanas (tata = fogo; rana = semelhante) são também conhecidas por lagartas urticantes e lagartas de fogo.. Pertencem à Ordem Lepidoptera, grupo que abrange as mariposas e borboletas. As taturanas têm grande importância médica, pois, o contato das cerdas (pêlos) de algumas espécies com a pele humana pode causar lesões graves. Estas cerdas possuem glândulas na base ou no ápice, que produzem toxinas que causam as irritações. Seis famílias de lepidópteros são urticantes. São elas: Arctiidae, Limacodidae, Limantriidae, Megalopygidae, Notodontidae e Saturniidae. Da família Arctiidae somente uma espécie tem importância médica, a Premolis semirufa, vulgarmente conhecida por lagarta pararama. A lagarta pode atingir até 40 mm de comprimento, possui coloração escura com manchas esbranquiçadas e a parte ventral vermelha. Estas lagartas ocorrem normalmente em plantios de seringueira ocasionando danos aos trabalhadores desta cultura. A pessoa acidentada apresenta inchaço, dores e imobilidade das articulações. Da família Limacodidae as espécies Sibine spp. são as mais importantes do ponto de vista médico. No Estado de São Paulo, a espécie S. nezea é bastante comum. Nos Estados do sul do país a espécie S. barbara se destaca. As lagartas apresentam pêlos curtos, com comprimento de aproximadamente 20mm. As cerdas de veneno restringem-se às regiões da cabeça e anal. São comuns em limoeiros e erva-mate. Locomovem-se por meio de ondulações da parte ventral. No Brasil as espécies de Limantriidae e Notodontidae não têm importância médica. Os acidentes com as espécies desta família não são graves, pois suas cerdas são frágeis. Algumas espécies de taturanas são especialmente bonitas e atrativas, o que faz com que as pessoas, principalmente as crianças passem a mão sobre a lagarta. Espécies de megalopigídeos podem ter coloração que varia do cinza ao vermelho e os pêlos são sedosos que lembram um cachorrinho. Alguns nomes vulgares são dadas para estas lagartas como taturana-cachorrinho, taturana-de-flanela, taturana-gatinho, chapéu-armado e bicho-cabeludo. Outras espécies possuem cerdas endurecidas sobre o corpo que lembram pinheirinhos de natal. A coloração normalmente é esverdeada com manchas brancas ou amarronzadas. As lagartas que possuem estas características são da família Saturnidae e uma espécie é muito perigosa, a Lonomia obliqua, pois causa hemorragias graves no acidentado podendo levar à morte. Caso ocorram acidentes com lagartas urticantes o melhor é procurar um médico rapidamente. Coletar a lagarta também é importante, pois facilita a identificação e conseqüentemente o tratamento.

Lagarta Mede-palmos

A lagarta mede-palmos é também conhecida por bicho-agrimensor, lagarta-marca-passo, geômetra, mede-palmo e medideira. Estes nomes vem do fato destas lagartas se movimentarem de modo semelhante ao movimento de medir com a palma da mão (palmos). Os insetos que têm este comportamento são da ordem Lepidoptera, famílias Geometridae e Noctuidae.

Lagarta urticante (Taturanas)

As lagartas taturanas (tata = fogo; rana = semelhante) são também conhecidas por lagartas urticantes e lagartas de fogo.. Pertencem à Ordem Lepidoptera, grupo que abrange as mariposas e borboletas. As taturanas têm grande importância médica, pois, o contato das cerdas (pêlos) de algumas espécies com a pele humana pode causar lesões graves. Estas cerdas possuem glândulas na base ou no ápice, que produzem toxinas que causam as irritações. Seis famílias de lepidópteros são urticantes. São elas: Arctiidae, Limacodidae, Limantriidae, Megalopygidae, Notodontidae e Saturniidae. Da família Arctiidae somente uma espécie tem importância médica, a Premolis semirufa, vulgarmente conhecida por lagarta pararama. A lagarta pode atingir até 40mm de comprimento, possui coloração escura com manchas esbranquiçadas e a parte ventral vermelha. Estas lagartas ocorrem normalmente em plantios de seringueira ocasionando danos aos trabalhadores desta cultura. A pessoa acidentada apresenta inchaço, dores e imobilidade das articulações. Da família Limacodidae as espécies Sibine spp. são as mais importantes do ponto de vista médico. No Estado de São Paulo, a espécie S. nezea é bastante comum. Nos Estados do sul do país a espécie S. barbara se destaca. As lagartas apresentam pêlos curtos, com comprimento de aproximadamente 20mm. As cerdas de veneno restringem-se às regiões da cabeça e anal. São comuns em limoeiros e erva-mate. Locomovem-se por meio de ondulações da parte ventral. No Brasil as espécies de Limantriidae e Notodontidae não têm importância médica. Os acidentes com as espécies desta família não são graves, pois suas cerdas são frágeis. Algumas espécies de taturanas são especialmente bonitas e atrativas, o que faz com que as pessoas, principalmente as crianças passem a mão sobre a lagarta. Espécies de megalopigídeos podem ter coloração que varia do cinza ao vermelho e os pêlos são sedosos que lembram um cachorrinho. Alguns nomes vulgares são dadas para estas lagartas como taturana-cachorrinho, taturana-de-flanela, taturana-gatinho, chapéu-armado e bicho-cabeludo. Outras espécies possuem cerdas endurecidas sobre o corpo que lembram pinheirinhos de natal. A coloração normalmente é esverdeada com manchas brancas ou amarronzadas. As lagartas que possuem estas características são da família Saturnidae e uma espécie é muito perigosa, a Lonomia obliqua, pois causa hemorragias graves no acidentado podendo levar à morte. Caso ocorram acidentes com lagartas urticantes o melhor é procurar um médico rapidamente. Coletar a lagarta também é importante, pois facilita a identificação e conseqüentemente o tratamento.

Lesmas

As lesmas pertencem à classe Gastropoda, filo Mollusca. As conchas das lesmas são reduzidas ou completamente ausentes. Elas possuem uma cabeça definida que ostenta um ou dois tentáculos sensoriais que possuem olhos, e a boca provida de uma língua raspadora, chamada de rádula. O pulmão é desenvolvido. A superfície ventral do corpo do animal é modificada em um pé largo e achatado que secreta um muco. Este muco que reveste todo o corpo do animal serve para impedir a desidratação. As lesmas são um problema sério em várias culturas, hortas, pomares e jardins. Alimentam-se de uma grande variedade de plantas, devorando tanto as raízes quanto a parte aérea, sempre no período da noite. Sabe-se que o local está infestado por lesmas pela observação dos rastros de muco que ficam no chão cimentado e muros. Existem alguns produtos lesmicidas no mercado bastante eficientes, mas algumas medidas alternativas podem ser tomadas como: colocar cascas de legumes e folhas de verdura sobre um jornal ao anoitecer. Durante a noite as lesmas serão atraídas para o alimento e logo ao nascer do sol deve-se retirar o jornal com as lesmas e matá-las; Pano ou estopa embebidos em cerveja também são um bom atrativo para lesmas. O procedimento é o mesmo do jornal com legumes e verduras.

Marimbondo

Marimbondo é o nome comum para designar himenópteros (vespas) das famílias Vespidae, Pompilidae ou Sphecidae. São várias as espécies de marimbondo, sendo a mais conhecida o marimbondo-caçador ou marimbondo-cavalo, que também é conhecido por caçador-de-aranhas, caçununguçu, vespão, entre outros. Estes marimbondos são conhecidos pelo hábito de caçar aranhas que servem de alimento às suas larvas. Os adultos alimentam-se de néctar das plantas e picam dolorosamente. Os marimbondos (vespas) solitários fazem seus ninhos das mais diversas formas, mas a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. Identifica-se um marimbondo solitário, pois, na maioria das vezes, possuem coloração preta com manchas amarelas e variam de 10 a 25 mm de comprimento. Algumas espécies de marimbondos sociais (veja formigas e abelhas para maiores detalhes) fazem ninhos que consistem de várias células hexagonais que ficam dentro de um envelope semelhante ao papel. Alguns ninhos localizam-se em locais abertos, presos a galhos, sob telhados ou qualquer outro local protegido. Algumas espécies constróem seus ninhos no chão.

Maruin (Mosquito Pólvora)

O mosquito pólvora é encontrado no interior, em matas úmidas e brejos. Possui este nome devido ao tamanho pequeno e cor que lembra um grão de pólvora. As espécies do litoral são conhecidas por maruim ou mosquitinhos do mangue. Estes mosquitos pertencem à Ordem Diptera, família Ceratopogonidae. Suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie. As espécies do litoral ocorrem em grande número de indivíduos, incomodando muito os habitantes da região. As fêmeas são hematófagas, isto é, alimentam-se de sangue. A picada é dolorosa e ficam algum tempo no local sugando sangue. No Brasil não há registros de transmissão de doenças ocasionadas pelas picadas desses insetos.

Morcegos

Os morcegos possuem ampla distribuição mundial com cerca de 1000 espécies conhecidas sendo 70% destas insetívoras, ou seja, se alimentam de insetos. Na verdade os morcegos são muito eficientes no controle de insetos, podendo consumir até 600 mosquitos por hora ou 3000 em uma noite. A grande maioria dos morcegos é benéficas sendo apenas alguns de importância em Saúde Pública nas áreas urbana e rural. No Brasil ocorrem cerca de 140 espécies de morcegos. Os morcegos, dentre os mamíferos, são os únicos com capacidade de vôo. Identificamos na asa aberta do morcego o braço, antebraço e a mão. O tamanho deste animal varia de 10,0 cm a 1,70 m de envergadura, conforme a espécie. A alimentação é bem diversificada englobando frutos, sementes, néctar, folhas, insetos, escorpiões, rãs e pererecas, pequenos mamíferos e sangue. Os morcegos que alimentam-se de frutos e pólen exercem um papel importante na polinização e disseminação de sementes. Muitas espécies possuem hábito noturno saindo de seus esconderijos ao entardecer e início da noite. Algumas espécies localizam o alimento pelo olfato, e até pela visão, que ao contrário do que muitos imaginam, é funcional. São extremamente ágeis em seus vôos devido ao sistema de ecolocalização também chamado de "sonar dos morcegos". Algumas espécies utilizam basicamente a visão para se localizarem. Os morcegos insetívoros possuem ampla distribuição geográfica e atuam no controle de insetos pragas agrícolas e espécies de importância em Saúde Pública. Os morcegos frugívoros são aqueles que se alimentam de frutos (frugívoros) e néctar (nectarívoros) sendo encontrados nas regiões tropicais e subtropicais promovendo a polinização e disseminação das sementes de muitas espécies vegetais. Os morcegos carnívoros englobam um pequeno número de espécies que se alimentam basicamente de rãs, camundongos, peixes e outros animais. Os morcegos hematófagos incluem somente três espécies que são encontradas apenas na América Latina, sugando animais de sangue quente como aves e mamíferos. Os morcegos são muito conhecidos como os responsáveis pela transmissão da raiva, podendo também transmitir outras enfermidades como a brucelose, quando atacam um animal contaminado são infectados e se tornam transmissores da doença.

Mosca berneira

O berne é um parasito de animais domésticos e silvestres e em alguns casos o próprio homem. O berne é uma mosca (Dermatobia hominis) originária dos trópicos úmidos da América Latina. A fêmea oviposita em outras moscas ou mosquitos (insetos vetores) que carregam seus ovos até o hospedeiro, como por exemplo a mosca doméstica que pode carregar mais de 30 ovos aderidos ao seu corpo. O inseto vetor ao pousar em um animal acaba deixando alguns ovos da mosca do berne, cujas larvas ao eclodirem penetram no tecido subcutâneo permanecendo por um período que pode variar conforme a espécie (20 a 120 dias), sendo os bovinos e caninos os hospedeiros preferenciais deste inseto. A infestação dos animais por estes parasitos acarreta a perda de peso, stress, depreciação da pele e, em casos de alta infestação, pode levar a morte do animal. MÉTODOS DE CONTROLE Deve-se controlar os focos de insetos vetores como a mosca doméstica e mosquitos. Um método de controle muito utilizado no meio rural é a extração manual da larva. Existem produtos veterinários profissionais para aplicação em rebanhos bovinos e outras espécies animais.

Mosca Branca

Apesar de terem o nome de mosca branca, esses insetos não são moscas. São insetos sugadores da Ordem Homoptera, família Aleyrodidae. Os adultos assemelham-se bastante a pequenas mariposas brancas, medindo de 2 a 3 mm de comprimento e com as asas cobertas com pós de cera de cor esbranquiçada, secretados pelo próprio inseto. São encontradas em várias plantas, normalmente na face inferior das folhas, formando agregados, isto é, uma grande quantidade de indivíduos em um só local. Os jovens são sedentários, isto é, não se locomovem a grandes distâncias e assemelham-se muito a jovens de cochonilhas (ver cochonilha). Os adultos voam quando mexemos na planta, pousando logo a seguir. Muitas espécies são pragas importantes de diversas culturas e de plantas cultivadas em casas de vegetação (estufas). As moscas brancas sugam a seiva das plantas causando o amarelecimento das folhas e sua queda prematura. Esses insetos liberam uma substância açucarada conhecida por "honeydew" que atrai formigas. No local onde cai o "honeydew" desenvolve um fungo preto chamado fumagina que piora o estado do planta. Existem vários inimigos naturais das moscas brancas, principalmente himenópteros parasitóides, isto é, pequenas vespas que depositam seus ovos dentro dos jovens das moscas brancas, matando-os. O controle em plantas ornamentais pode ser feito utilizando-se uma solução de água com sabão. Passa-se sobre as folhas atacadas, com um algodão, essa solução, sempre pela manhã bem cedo ou de preferência ao entardecer. Também existem vários produtos químicos no mercado para o controle das moscas brancas.

Mosca Doméstica

CLASSIFICAÇÃO Reino: Animal Filo: Arthropoda Classe: Insecta Ordem: Diptera: Família: Muscidae Subfamília: Muscinae Gênero: Musca Espécie: Musca domestica A mosca doméstica (Musca domestica) é uma espécie não picadora, provida de tromba mole. Os ovos são brancos e ovóides, com uma das extremidades mais larga, medindo cerca de 1mm de comprimento. Cada fêmea coloca por volta de 120 a 150 ovos de cada vez, sendo depositados em substâncias orgânicas, como lixo, esterco ou qualquer outro tipo de matéria orgânica em decomposição. Os ovos demoram geralmente de 8 a 24 horas para a eclosão das larvas, dependendo da temperatura. As larvas recém eclodidas são brancas e muito ativas e passam por 3 estágios de desenvolvimento, também denominados estádios ou ínstares. É na fase larval que a mosca cresce, assim, o tamanho da mosca adulta depende do tamanho máximo que a larva alcançar. Podem pupar na própria matéria orgânica em decomposição ou abandonam o lugar onde vinham se alimentando e procuram um local mais seco, como a terra fofa ou arenosa, onde penetram. O pupário, no qual encontra-se a pupa, é endurecido, escuro e tem forma de um pequeno barril. No verão a fase de pupa dura de 3 a 6 dias, mas nos dias mais frios este período pode ser prolongado, chegando a várias semanas. Assim que a mosca completa sua transformação para o estágio adulto, que ocorre dentro da pupa, a mosca abre uma das extremidades do pupário com a cabeça, estende suas asas e sai. As fêmeas copulam logo após a emergência ou 24 horas depois. Iniciam a postura dos ovos após 2 ou 3 dias, sendo que este período pode se prolongar até o vigésimo dia após a emergência. Uma fêmea pode fazer até 6 posturas, depositando a média de 400 a 900 ovos durante toda a sua vida. Os insetos possuem atividades comportamentais características para cada espécie, estando associados à busca do alimento e de um local propício para o desenvolvimento dos seus ovos. A mosca doméstica encontra-se nas áreas urbanas e é atraída para os diferentes locais através do cheiro, que é disperso pelo vento. A mosca doméstica, espécie mais comum em ambientes urbanos, tem uma maior atividade nas horas mais quentes do dia e à noite passa um longo período de repouso, pousada em fios, cercas, vegetações, etc. Esse período de descanso pode ser "comparado" ao sono do homem ou de animais, entretanto dormir é uma característica que não se aplica às moscas, tampouco a outros insetos, elas apenas repousam, não fecham os olhos, deitam, sonham, etc. Vários estudos demonstraram que a mosca doméstica pode levar os bacilos da febre tifóide (Salmonella typhosa) nas pernas, corpo, tromba ou expulsá-la pela regurgitação ou nas fezes. Pode transmitir ainda diarréia, conjuntivites, lepra, tuberculose, tifo, gonorréia, erisipelas, cólera, meningite cérebro-espinal, peste bubônica, entre outras. Muitas doenças causadas por vírus também podem ser transmitidas pela mosca doméstica, tais como, varíola, poliomielite, oftalmia purulenta, etc. Veiculam ainda protozoários, podendo causar a disenteria amebiana, além de vermes, pois trazem seus ovos quando pousam em fezes humanas ou esterco de animais e logo a seguir entram em contato com o alimento humano.

Mosca Varejeira

São várias as espécies de moscas chamadas de varejeiras. São as da família Calliphoridae, dos gêneros Chrysomya e Dermatobia. As espécies de Chrysomya foram observadas pela primeira vez no Brasil em 1975. Desde então encontra-se distribuída em todo o país. São encontradas nos lixões, abatedouros, pocilgas e nas feiras livres, onde existe carne de peixe e frango expostas. Alimentar-se de um produto onde pousaram estas moscas pode ocasionar doenças e parasitas intestinais, bem como poliomielite. A mosca do berne (Dermatobia hominis) em muitas regiões do Brasil é chamada de mosca varejeira. Esta espécie causa no homem e animais as míiases, conhecidas como bicheiras. O adulto possui abdome azul metálico, tórax azul escuro e cabeça amarelada. Sua ocorrência é mais comum nas zonas rurais, próximo a florestas. Os ovos podem ser depositados sobre outros dípteros e sobre animais ou o homem. A larva penetra na pele quando esta possui alguma ferida, sendo incapaz de penetrar na pele sã. A larva se alimenta das exsudações da ferida (pus e outras secreções). Uma vez madura a larva abandona o hospedeiro e cai no solo penetrando dentro da terra. São vários os métodos para retirar a larva de dentro da pele do hospedeiro. Muitos utilizam toucinho, fumo de rolo, éter, clorofórmio. Estes métodos matam a larva que deve ser retirada espremendo-se o local afetado com os dedos.

Moscas

As moscas pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). O par posterior transformou-se em duas estruturas, de tamanho reduzido, chamadas de halteres ou balancins, os quais dão equilíbrio ao inseto durante o vôo. Os dípteros pertencem a um dos quatro maiores grupos de organismos vivos existindo mais moscas do que vertebrados. Não ocorrem somente nas regiões ártica e antártica. Os dípteros apresentam metamorfose completa, isto é, apresentam as fases de ovo, larva, pupa e adulto. Conhece-se aproximadamente 120.000 espécies de dípteros e estima-se que existam mais 1 milhão de espécies viventes. Estas espécies estão divididas em 188 famílias e aproximadamente 10.000 gêneros, sendo que por volta de 3.125 espécies são conhecidos apenas por registros fósseis. O mais antigo destes data de 225 milhões de anos atrás. Podemos reconhecer as moscas pela cabeça, nitidamente distinta e móvel, com dois grandes olhos facetados, isto é, como se fosse dividido em várias partes (facetas). Algumas moscas possuem o aparelho bucal com capacidade para absorver líquidos enquanto que em outras o aparelho bucal é do tipo picador. Do ponto de vista benéfico alguns dípteros são importantes para o homem, tais como as espécies de Drosophila que são utilizadas como animais experimentais principalmente para estudos genéticos. Algumas espécies são utilizadas como agentes de controle biológico de plantas daninhas bem como de insetos pragas. Algumas moscas são hematófagas, isto é, alimentam-se de sangue, como por exemplo, as mutucas, mosca-dos-estábulos, mosca-do-chifre, etc. Entretanto, algumas moscas, mesmo não sendo hematófagas, são muito importantes na sáude pública, como a mosca doméstica e a mosca varejeira. As primeiras atuam como transportadores mecânicos de agentes patogênicos (vírus, protozoários, bactérias, rickétsias e ovos de helmintos), as últimas causam as míiases, também conhecidas por bicheiras ou berne. Moscas são muito comuns em áreas rurais e urbanas. No ambiente urbano algumas espécies adaptaram-se bem às condições criadas pelo homem, mantendo uma dependência chamada de sinantropia. Algumas espécies são altamente sinantrópicas, isto é, possuem grande adaptação ao ambiente urbanizado, enquanto outras são pouco sinantrópicas, ou seja, não apresentam tolerância ao processo de urbanização. Dentre as altamente sinantrópicas estão a mosca doméstica (Musca domestica), as moscas-dos-filtros (Telmatoscopus albipunctatus, Psychoda alternata, Psychoda cinerea, Psychoda satchelli), as mosquinhas (Drosophila spp.) e as moscas Chrysomya. As mosquinhas ou mosca da banana (Drosophila spp.), no ambiente urbano, são atraídas por frutas maduras ou lixo presentes no interior de residências, feiras e mercados. As moscas Chrysomya foram recentemente introduzidas no Brasil. São facilmente observadas em feiras livres sobre peixes, frangos, etc. Podem transmitir parasitas intestinais, poliomielite e doenças entéricas.

Moscas-dos-Filtros ou Mosca de Banheiro

As moscas dos filtros são aquelas comumente encontradas no banheiro das residências. Pertencem à família Psychodidae sendo que, no Brasil, ocorrem quatro espécies Psychoda alternata, Psychoda cinerea, Psychoda satchelli e Telmatoscopus albipunctatus. Seus ovos são depositados nas paredes dos ralos, próximo à superfície da água.

Mosquito palha (Flebótomo)

Vulgarmente conhecidos por mosquito-palha ou birigui são mosquitos hematófagos, isto é, que se alimentam de sangue. Os flebótomos são vetores de várias doenças e ocorrem em várias regiões do mundo. No Brasil transmitem a leishmaniose tegumentar americana.

Mosquito Pólvora

O mosquito pólvora é encontrado no interior, em matas úmidas e brejos. Possui este nome devido ao tamanho pequeno e cor que lembra um grão de pólvora. As espécies do litoral são conhecidas por maruim ou mosquitinhos do mangue. Estes mosquitos pertencem à Ordem Diptera, família Ceratopogonidae. Suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie. As espécies do litoral ocorrem em grande número de indivíduos, incomodando muito os habitantes da região. As fêmeas são hematófagas, isto é, alimentam-se de sangue. A picada é dolorosa e ficam algum tempo no local sugando sangue. No Brasil não há registros de transmissão de doenças ocasionadas pelas picadas desses insetos.

Mosquito prego

Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano. Dentre as espécies importantes de mosquitos estão as do gênero Anopheles e Aedes.

Mosquitos

Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano. Dentre as espécies importantes de mosquitos estão as do gênero Anopheles e Aedes.

Muriçoca (Mosquito)

Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano. Dentre as espécies importantes de mosquitos estão as do gênero Anopheles e Aedes.

Mutuca

Também conhecida por botuca, a mutuca é uma mosca que pertence a família Tabanidae. São várias as espécies e vários os nomes comuns, são elas: Mutuca-de-cavalo ou sangradeira (Tabanus modestus), mutuca-de-veado, mutuca-de-natal (Chrysops variegatus), mutuca-do-oeste, mutuca-marijoana, mutuca-maringá, mutuca-carijó. As mutucas são moscas de tamanho grande, cujas fêmeas alimentam-se de sangue, isto é, são hematófagas. Os machos alimentam-se de pólen e néctar das flores. As larvas desenvolvem-se na água e alimentam-se de outros insetos. A picada da mutuca é muito dolorida. No campo este inseto incomoda o gado e cavalos, pousando geralmente na região da anca, dorso do animal, pescoço e patas, locais onde o animal dificilmente consegue "espantá-las".

Percevejo de Cama

Para quem pensa que dorme sozinho ou no máximo com o(a) companheiro(a), está muito enganado. Milhares de outros organismos como ácaros da poeira e até mesmo percevejos de cama podem passar a noite e se refestelar do nosso sangue ou caspas que caem por todos os lados. Vamos falar aqui de um grupo de insetos que pode tirar nosso sono. Falaremos dos percevejos de cama. Isso mesmo. Aqueles que nossas avós contavam que habitava os colchões de alguns lares e hotéis. O percevejo de cama, gênero Cimex, é um inseto hematófago (que se alimenta de sangue) e de hábito noturno. E apesar deste hábito alimentar, não existe registro de qualquer doença transmitida por esse inseto. Aparentemente extinto dos lares dos cidadãos comuns, ultimamente as empresas controladoras de pragas têm atendido a chamados devido a presença do percevejo de cama. O nosso colchão serve de habitat adequado para este intruso. Ali ele encontra abrigo, nas frestas do estrado e da cama, bem como entre as costuras do tecido do colchão. Mas não é somente aí que ele se abriga. Outras frestas, móveis, papéis de parede e tecidos para decoração também podem servir de esconderijo. Durante o dia os insetos ficam escondidos, mas durante a noite saem a procura de um hospedeiro que servirá de refeição. Sua presença é notada quando surgem picadas de insetos pelo corpo, principalmente na região de pescoço. Gotas de sangue de cor marrom avermelhada nos lençóis também devem ser observadas. Deve ser realizada então uma investigação nos potenciais esconderijos destes insetos, além de tentar avaliar de onde pode ter surgido a infestação, já que os percevejos de cama podem ser transportados nas roupas de cama, malas e até mesmo nas mobílias trazidas de outros locais. Uma boa limpeza, com aspiração do local em todas as frestas e orifícios e a verificação dos potenciais esconderijos são excelentes medidas para minimizar o problema. No entanto, uma empresa controladora de pragas idônea deve ser contactada para realizar o controle químico, que na maioria das vezes é necessário.

Pernilongo

Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano. Dentre as espécies importantes de mosquitos estão as do gênero Anopheles e Aedes.

Piolho

Os piolhos são insetos sem asas, de coloração escura, tamanho pequeno e que se alimentam exclusivamente de sangue humano. Pertencem a Ordem Anoplura e também são chamados de piolhos sugadores. Seus ovos são endurecidos e de coloração branco perolada e são vulgarmente conhecidos por lêndias. Estas são depositadas no fio de cabelo, próximo ao couro cabeludo. Os locais preferidos para postura são no cabelo da região da nuca e próximo as orelhas, porém, as lêndias podem ser encontradas aderidas aos fios de cabelo de toda a cabeça. Após cinco a quatorze dias da postura dos ovos nascem as ninfas, que são muito semelhantes aos piolhos adultos. Estas crescem e trocam de pele três vezes, isto é, sofrem três mudas antes de atingirem o estágio adulto. Quando adultas, as fêmeas depositam de 50 a 100 ovos antes de morrer. O ciclo de vida completo de um piolho dura aproximadamente um mês. As ninfas e adultos do piolho alimentam-se diversas vezes ao dia, isto é, sugam o sangue da pessoa infestada. Ao sugarem, injetam saliva dentro da ferida para prevenir a coagulação do sangue, por isso ocasionam a coceira. Porém, esta só se inicia após algumas semanas da picada, indicando que, quando ela ocorre, a pessoa já está com piolhos há pelo menos um mês. Os piolhos não transmitem doenças, são simplesmente um incômodo para a pessoa infestada. É muito comum crianças serem infestadas por piolhos. A infestação ocorre através de contato direto com objetos infestados com piolhos, tais como chapéus, escovas de cabelo, pentes, travesseiros, encostos de cadeiras, assentos de carros ou contato com pessoas com piolho. O controle convencional se faz pelo uso de shampoos, ou loções próprias para o tratamento de piolhos, que matam tanto as lêndias quanto os piolhos. Leia com muita atenção as instruções de uso ou consulte um médico antes da utilização de qualquer produto. Mulheres grávidas não devem utilizar produtos para o controle de piolhos, entretanto, o uso do pente fino para retirar os adultos e a catação de lêndias é ainda é a forma mais eficaz de se controlar esses insetos. Durante e após o tratamento, toda a roupa de cama e toalhas de banho da pessoa infestada devem ser lavados com água bem quente. Ao notar infestação por piolhos em uma criança, esta deve evitar ir à escola até que o problema esteja resolvido. Crianças devem ser periodicamente vistoriadas para observar a presença de piolhos. CURIOSIDADES Cabelos limpos não Piolhos não gostam de cabelos oleosos, desta forma, quanto mais lava-se o cabelo, mais adequado este fica para os piolhos. Cabelos lisos sim, crespos não Os piolhos fixam-se melhor nos cabelos lisos. Desta forma, pessoas com cabelo crespo têm menor probabilidade de pegar piolhos. Na África, porém, as espécies de piolhos que lá ocorrem estão adaptadas a fixarem-se nos cabelos crespos.

Piolho-de-livros (Psócidos)

Os Psocoptera ou Corrodentia são erroneamente chamados de piolho-de-livros, pois não são parasitos, nem tão pouco se parecem com piolhos. As espécies encontradas dentro de residências, raramente apresentam-se em grande número. Alimentam-se de fungos, cereais, pólen e fragmentos de insetos mortos. Ocasionalmente, ocorrem infestações mais altas em locais com grande teor de umidade, principalmente sob carpetes de madeira em contato com parede úmida. Os insetos alojam-se sob o carpete para se alimentarem do bolor que cresce ali. Os piolhos-de-livro são de tamanho pequeno (menos que 8 mm), possuem corpo mole e apresentam indivíduos com asas curtas e outros com asas longas. Quando em repouso, estas são mantidas em forma de telhado sobre o abdômen. Os ovos dos piolhos-de-livros são depositados isoladamente ou em grupos. Muitas vezes são cobertos com seda ou detritos. Os psócidos também são encontrados nas plantas e constróem extensas teias, principalmente sobre plantas cítricas. As espécies de psócidos que vivem nas residências, podem ser coletadas com um aspirador de pó ou pincel molhado.

Pombos

Os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano. Considerados como símbolo da paz e alimentados por milhares de pessoas, poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Suas fezes podem conter fungos e outros microrganismos causadores de doenças graves como a criptococose, psitacose e salmonelose. Desta forma,.as fezes devem ser umidecidas antes de serem retiradas, para evitar a inalação de esporos de fungos e outras formas causadoras de doenças. Outros organismos, tais como, piolhos, ácaros e pulgas também podem afetar o ser humano caso esteja próximo a seus ninhos. Armazéns de alimentos humanos ou de animais também podem ser contaminados, especialmente silos que armazenam grãos e sementes. Suas fezes também sujam e destróem o patrimônio, pois são ácidas e deterioram materiais. Seus ninhos entopem calhas e quando ocorrem próximo a aeroportos podem ocasionar acidentes à aviação.

Pulgas

A falta de movimento na casa durante as férias ou durante o período em que um imóvel não é alugado é fator determinante na infestação de pulgas. Ao contrário do homem, cujo descendente nasce à semelhança de seus pais, estes insetos tem um ciclo de vida diferente. As fêmeas adultas botam ovos (ovipositam), que se transformam em larvas quando encontram boas condições ambientais que, por sua vez, empupam para se transformarem em adultos. A ausência de movimento detona processos biológicos que levam as larvas a eclodirem dos ovos e os adultos a emergirem de suas pupas. Os ovos e as pupas são "impermeáveis" à inseticidas, cuja ação se restringe às larvas e aos adultos da pulga. Assim, o controle desta praga deve ser feito tanto através de medidas preventivas quanto curativas. O presente texto apresenta informações sobre biologia e comportamento das pulgas, as principais espécies que afetam o homem e os animais e quais os métodos preventivos e curativos (de controle) mais utilizados. Algumas curiosidades ilustram também o maravilhoso comportamento destes animais.

Pulgões

Os pulgões pertencem a ordem Homoptera, família Aphididae. São de grande importância econômica pois podem ocasionar sérios prejuízos às plantas cultivadas. São muito comuns nas plantas ornamentais, principalmente nas roseiras. Os pulgões apresentam corpo mole, piriforme, isto é, em forma de pêra sendo encontrados em grande quantidade sobre os ramos e botões florais. Sugam a seiva das plantas eliminando uma substância adocicada denominada "honeydew". Esta substância corresponde ao excesso de seiva sugada pelo inseto, que uma vez em contato com a planta possibilita o crescimento de um fungo negro denominado fumagina. Este fungo impede que a planta exerça suas funções podendo levá-la a morte. As formigas também são atraídas pelo "honeydew". Os pulgões provocam o enrolamento ou murchamento da planta, além de serem vetores de microrganismos que causam doenças às plantas. Alguns pulgões podem apresentar asas que, em repouso, são mantidas verticalmente sobre o corpo. Na parte posterior do abdome dos pulgões existe um par de cornículos, estruturas tubulares que funcionam como tubos secretores de cera.

Ratazanas, rato de esgoto

O gênero Rattus abrange 56 espécies sendo que somente algumas poucas causam problemas ao homem. Estes roedores são tipicamente generalistas, exibindo ampla preferência por habitats e alimentos. São as espécies em maior número dentre os mamíferos presentes em várias regiões do planeta. O adulto possui corpo robusto com 18 a 25 cm de comprimento podendo pesar de 250 a 600 gramas. Com pêlos ásperos, orelhas pequenas e arredondadas, olhos de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas possuem calos lisos e membranas interdigitais. A cauda é grossa e peluda medindo 15 a 21 cm. São de hábito noturno e transitam com extrema cautela sendo difícil visualizar suas atividades. Possuem um raio de ação de 30-45m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 02 anos sendo sexualmente maduro entre 60-90 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 22 a 24 dias com 08 a 12 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 08 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Vivem em colônias que agregam até algumas centenas de indivíduos em territórios definidos, e com a presença de dois grupos distintos, os dominantes e os dominados. Em caso de competição com outras espécies (Rattus rattus) a espécie Rattus norvegicus geralmente predomina pelo maior porte e agressividade. Devido a falta de alimento pode ocorrer competição entre colônias. Seus ninhos geralmente se localizam em tocas ou galerias escavadas no subsolo, onde encontramos pêlos, fezes, restos de alimentos e outros detritos. Fazem suas trilhas ao ar livre formando sulcos no solo e desgastando a vegetação rasteira, buscando água e alimento. A planta dos pés é estreita e sem estrias. Encontramos mancha única de atrito corporal junto ao solo, paredes e muros. As fezes são em forma de cápsulas com extremidades rombudas. Pode-se encontrar sinais de roedura em alumínio, chumbo, argamassa, madeiras próximas ao solo. São animais onívoros e consomem diariamente 20 a 30g/dia de alimento, que pode ser lixo orgânico, cereais, raízes e carne. Consome de 15 a 30 mL de água/dia. São excelentes escavadores construindo galerias no subsolo com várias saídas. Devido ao hábito noturno deve-se remover diariamente o lixo e indisponibilizá-lo no período da noite evitando suas visitas ao local. Esta espécie é frequentemente encontrada em beira de córregos e rios, terrenos abandonados, jardins sem manutenção adequada, rede de esgoto e galerias fluviais, depósitos de lixo e entulhos diversos, próximo as linhas férreas.

Rato de telhado, rato preto

O adulto possui corpo esguio com 16 a 21 cm de comprimento podendo pesar de 80 a 300 gramas. Com pelagem delicada e dorso preto ou cinza, orelhas e olhos grandes e salientes em relação a cabeça. As patas possuem calos estriados e sem membranas interdigitais. A cauda é fina em chicote com poucos pêlos medindo 19 a 25 cm. São de hábito noturno e escalam com extrema facilidade. Possuem um raio de ação de 30-60m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 18 meses sendo sexualmente maduro entre 60-75 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 20 a 22 dias com 04 a 08 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 07 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Os ninhos são geralmente acima do solo nos sótãos, forros das casas, arbustos, sacarias, frestas de muros, armazéns, porões de navios e nas áreas portuárias. Junto aos muros e madeiramento do telhado encontramos, muitas vezes, fezes e manchas de gordura causadas pelo atrito do corpo nestes locais. Em locais elevados, junto a vigas, canos e colunas encontramos mancha dupla nos locais de manobra para contornar obstáculos. As fezes são afiladas. De hábito onívoro consome diariamente de 15 a 30g de alimento/dia, concentrando sua dieta em legumes, frutas, cereais, raízes e pequenos insetos. Consomem de 15 a 30 ML de água/dia.

Tarântula (Lycosa)

As tarântulas são pouco agressivas e têm hábitos diurnos. Existem cerca de 100 espécies no Brasil. São facilmente encontradas em gramados de jardins, no campo, próximo aos riachos e rios e até mesmo nas residências. Esta espécie de aranha não faz teia. A picada é dolorida, mas, normalmente, não evolui para casos mais graves. Em algumas pessoas pode ocorrer necrose local, porém não há necessidade de aplicação de soro antiaracnídeo. Na dúvida, colete a aranha e leve ao hospital ou posto de saúde.

Taturanas

As lagartas taturanas (tata = fogo; rana = semelhante) são também conhecidas por lagartas urticantes e lagartas de fogo.. Pertencem à Ordem Lepidoptera, grupo que abrange as mariposas e borboletas. As taturanas têm grande importância médica, pois, o contato das cerdas (pêlos) de algumas espécies com a pele humana pode causar lesões graves. Estas cerdas possuem glândulas na base ou no ápice, que produzem toxinas que causam as irritações. Seis famílias de lepidópteros são urticantes. São elas: Arctiidae, Limacodidae, Limantriidae, Megalopygidae, Notodontidae e Saturniidae. Da família Arctiidae somente uma espécie tem importância médica, a Premolis semirufa, vulgarmente conhecida por lagarta pararama. A lagarta pode atingir até 40 mm de comprimento, possui coloração escura com manchas esbranquiçadas e a parte ventral vermelha. Estas lagartas ocorrem normalmente em plantios de seringueira ocasionando danos aos trabalhadores desta cultura. A pessoa acidentada apresenta inchaço, dores e imobilidade das articulações. Da família Limacodidae as espécies Sibine spp. são as mais importantes do ponto de vista médico. No Estado de São Paulo, a espécie S. nezea é bastante comum. Nos Estados do sul do país a espécie S. barbara se destaca. As lagartas apresentam pêlos curtos, com comprimento de aproximadamente 20mm. As cerdas de veneno restringem-se às regiões da cabeça e anal. São comuns em limoeiros e erva-mate. Locomovem-se por meio de ondulações da parte ventral. No Brasil as espécies de Limantriidae e Notodontidae não têm importância médica. Os acidentes com as espécies desta família não são graves, pois suas cerdas são frágeis. Algumas espécies de taturanas são especialmente bonitas e atrativas, o que faz com que as pessoas, principalmente as crianças passem a mão sobre a lagarta. Espécies de megalopigídeos podem ter coloração que varia do cinza ao vermelho e os pêlos são sedosos que lembram um cachorrinho. Alguns nomes vulgares são dadas para estas lagartas como taturana-cachorrinho, taturana-de-flanela, taturana-gatinho, chapéu-armado e bicho-cabeludo. Outras espécies possuem cerdas endurecidas sobre o corpo que lembram pinheirinhos de natal. A coloração normalmente é esverdeada com manchas brancas ou amarronzadas. As lagartas que possuem estas características são da família Saturnidae e uma espécie é muito perigosa, a Lonomia obliqua, pois causa hemorragias graves no acidentado podendo levar à morte. Caso ocorram acidentes com lagartas urticantes o melhor é procurar um médico rapidamente. Coletar a lagarta também é importante, pois facilita a identificação e conseqüentemente o tratamento.

Traça das Roupas

As traças das roupas pertencem à Ordem Lepidoptera, particularmente à família Tineidae, e são microlepidópteros que atacam roupas de lã, tapetes, peles de animais, etc. As formas jovens destas traças são lagartas e, em algumas espécies, como a Tineola uterella Walsingham, podem ficar protegidas por um estojo chato em forma de losango, sendo encontradas aderidas a superfícies tais como paredes, móveis, etc. Este estojo, aberto em ambas as extremidades, permite a movimentação da lagarta, nas superfícies em que está aderida.

Traça dos Grãos

Dentre as pragas de produtos armazenados encontramos as traças que englobam pequenas mariposas que colocam seus ovos no interior ou sobre o alimento. As lagartas ao emergirem iniciam o processo de alimentação no produto em que se encontram, permanecendo neste local até completarem o estágio de larva e estarem prontas para a pupação, construindo um casulo para posterior emergência do inseto adulto, macho ou fêmea. Ao contrário dos carunchos (besouros), os lepidópteros (mariposas e borboletas) são insetos frágeis que infestam superficialmente os produtos armazenados. As fêmeas liberam um feromônio sexual para atrair o macho e iniciar o acasalamento, reinfestando muitas vezes o mesmo lote de produto por várias gerações. Infestam grãos de milho, arroz, trigo, cevada, sorgo e centeio; frutos secos como figo, damascos e polpa cítrica; produtos farináceos, leite e chocolate em pó, fumo, especiarias, nozes e amêndoas, cogumelos secos, biscoitos e sementes de hortaliças.

Traça dos livros

As traças dos livros, também chamadas de traças prateadas, pertencem à Ordem Thysanura e são insetos que se alimentam de substâncias ricas em proteínas, açúcar ou amido, sendo muito comuns em residências, onde podem causar danos pelo ataque aos cereais, farinhas de trigo (úmidas), papéis que contenham cola (papel de parede, livros encadernados em brochura, etc), roupas engomadas e tecidos de "rayon". Raramente atacam roupas de lã e outros produtos de origem animal. Seu aspecto lembra um peixe prateado, daí um de seus nomes em inglês ser "silverfish". As espécies encontradas nas residências têm coloração cinza prateada. Seu tamanho varia de 0,85 a 1,3 cm, dependendo da espécie e do ínstar (estágio de desenvolvimento). As traças dos livros podem ocasionar enormes danos às roupas e papéis. Quando presentes nas bibliotecas há necessidade de controle periódico (anual). voltar ao topo Biologia e Comportamento. Estes insetos são desprovidos de asas, apresentam o corpo alongado e com apêndices caudais longos, filiformes, muito característicos. O nome da ordem significa: thysanus (do grego, franja ou fimbria) e oura (do grego, cauda). Os tisanuros possuem espécies onívoras (que se alimentam de todo o tipo de substrato) e algumas espécies vegetarianas. Estas últimas podem ser encontradas sob folhas, cascas de árvores, madeiras podres ou em ninhos de formigas e cupins. Estas espécies não são economicamente importantes (do ponto de vista de prejuízos econômicos ou à saúde). Algumas espécies frequentam o ambiente doméstico e podem ocasionar danos a livros e outros materiais. Em relação ao seu desenvolvimento, os jovens assemelham-se aos adultos, exceto por serem menores, apresentando ametabolia, isto é, desenvolvem-se diretamente sem que sofram metamorfose. Do ovo sai uma forma jovem que cresce, sofre muda várias vezes, até atingir a fase adulta. Após sair do ovo, há, no mínimo, seis ínstares. O tempo de desenvolvimento, em nossas condições climáticas, é de aproximadamente um ano. As traças apresentam hábitos diurnos e noturnos, sendo ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, as traças procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros. Existem poucos estudos sobre a biodiversidade deste grupo de insetos. As espécies mais comuns encontradas no Brasil são Acrotelsa collaris (Fabricius) e Ctenolepisma ciliata (Dufourd).
Métodos de Controle
Para prevenir o ataque destes insetos ou evitar que sua população aumente, as seguintes medidas devem ser tomadas: Controlar ou eliminar pontos de umidade, tais como vazamentos de encanamentos. Evitar acúmulo de jornais, livros e revistas velhas ou outras fontes de alimento. Selar frestas e ranhuras na estrutura, onde estes insetos podem se abrigar. Evitar a entrada de material proveniente de locais com histórico de infestação por traças (caixas de papelão, pilhas de livros, jornais, revistas, etc.). Limpar periodicamente livros e outros materiais estocados que podem servir de alimento.

Traças

Pelo nome comum de traça são listados alguns grupos de insetos, variando desde espécies de tisanuros (traças dos livros) até lepidópteros (insetos da mesma ordem das borboletas e mariposas) que atacam grãos armazenados e roupas, sendo chamadas de traças das roupas.

Vespa

Marimbondo é o nome comum para designar himenópteros (vespas) das famílias Vespidae, Pompilidae ou Sphecidae. São várias as espécies de marimbondo, sendo a mais conhecida o marimbondo-caçador ou marimbondo-cavalo, que também é conhecido por caçador-de-aranhas, caçununguçu, vespão, entre outros. Estes marimbondos são conhecidos pelo hábito de caçar aranhas que servem de alimento às suas larvas. Os adultos alimentam-se de néctar das plantas e picam dolorosamente. Os marimbondos (vespas) solitários fazem seus ninhos das mais diversas formas, mas a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. Identifica-se um marimbondo solitário, pois, na maioria das vezes, possuem coloração preta com manchas amarelas e variam de 10 a 25 mm de comprimento. Algumas espécies de marimbondos sociais (veja formigas e abelhas para maiores detalhes) fazem ninhos que consistem de várias células hexagonais que ficam dentro de um envelope semelhante ao papel. Alguns ninhos localizam-se em locais abertos, presos a galhos, sob telhados ou qualquer outro local protegido. Algumas espécies constróem seus ninhos no chão.

Viúva-Negra (Latrodectus)

É uma das aranhas mais comentadas em todo o mundo. No Brasil ocorrem somente 3 espécies de Latrodectus e os casos de acidente são raros. São aranhas muito pequenas; onde a fêmea atinge de 8 a 12 mm de comprimento. São totalmente negras com uma mancha vermelha em forma de ampulheta no abdômen. São sedentárias, constróem teias irregulares entrelaçadas com folhas secas. Pode-se encontrar uma pequena quantidade de viúvas-negras com teias próximas umas das outras. No entanto, cada uma possui sua própria teia. A picada ocasiona dor muito aguda que se irradia por todo o membro ou local atingido. A vítima fica irritada, apresenta tremores, contrações, rigidez abdominal, delírio, alucinações, entre outros sintomas. Já foram registrados casos fatais em crianças. A pessoa picada deve ser levada imediatamente para o hospital para soroterapia. Se possível coletar a aranha para identificação.

Página de contato

Para entrar em contato conosco, basta preencher o formulário abaixo, ou ligar para o nosso telefone.

Mais informações